<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-19817138</atom:id><lastBuildDate>Thu, 19 Nov 2009 12:50:54 +0000</lastBuildDate><title>olhar cinéfilo</title><description></description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Ique)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>123</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-3527700727073970667</guid><pubDate>Thu, 19 Nov 2009 12:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-19T11:50:54.551-01:00</atom:updated><title>Código de conduta</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SwU2_xJUm-I/AAAAAAAAAX8/k0owen2wcts/s1600/abiding.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405787396880243682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SwU2_xJUm-I/AAAAAAAAAX8/k0owen2wcts/s320/abiding.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Law Abiding Citizen&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (algo como "cidadão cumpridor das leis")* virou &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Código de conduta&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; no título brasileiro. Desta vez, o ubíquo e onipresente Gerard Butler encarna Clyde Shelton, que assiste a família (mulher e filha pequena) ser assassinada de modo brutal em plena casa invadida por dois assaltantes. Um deles, ao esfaquear Clyde, fala "you can't fight fate" (é inútil lutar contra o destino). Mas é exatamente isso que Clyde vai fazer durante toda a sua saga de busca de vingança. Que, como costuma acontecer, é um prato que se come frio. O promotor de justiça Nick Rice (o oscarizado Jamie Foxx, em atuação burocrática) faz um acordo com o advogado do assassino mais violento: ele entrega o comparsa (que na verdade foi cúmplice do roubo mas não esfaqueou as vítimas) e ganha uma pena branda (cinco anos). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois dessa breve introdução, logo o filme se transporta para dez anos depois, quando um dos bandidos vai ser executado (enquanto o mais violento já está solto). Não vou contar mais nada do 'plot', basta dizer que Clyde, guardadas as proporções, lembra um pouco o D-Fens de Michael Douglas em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Falling Down&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de Joel Schumacher (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Um dia de fúria&lt;/strong&gt;,&lt;/em&gt; 1993). No filme de Schumacher, um cidadão indignado com a mediocridade, a violência e a estupidez das pessoas reage com mediocridade, violência e estupidez. No filme de F. Gary Gray, um cidadão cumpridor das leis resolve desafiar o sistema judiciário, que, segundo ele, está "broken" (falido) (na legenda saiu como 'imperfeito', boa solução tradutória). O clichê de sempre: "o roteiro tem boas sacadas que valem o ingresso; o filme entretém ao mesmo tempo em que provoca certas discussões interessantes." Mas não deixa de ser verdade. Não recomendado para pessoas sensíveis (algumas cenas insinuam situações ultraviolentas).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Filmografia resumida do eficiente F. Gary Gray:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2011 = The Brazilian Job&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2009 = Law Abiding Citizen (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Código de conduta&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2005= Be Cool (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O outro nome do jogo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;2003 = A Man Apart (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O vingador&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2003 = The Italian Job (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Uma saída de mestre&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1998 = The Negotiator (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O negociador&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1996 = Set it Off (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Até as últimas consequências&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1995 = Friday (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sexta-feira em apuros&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;* (To abide é conformar-se, tolerar, suportar, cumprir; a expressão 'law abiding' está adjetivando o 'citizen', então 'law abiding citizen'=~ "cidadão cumpridor das leis") &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-3527700727073970667?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2009/11/codigo-de-conduta.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SwU2_xJUm-I/AAAAAAAAAX8/k0owen2wcts/s72-c/abiding.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-5249745013461530694</guid><pubDate>Thu, 15 Oct 2009 23:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-16T01:41:46.899Z</atom:updated><title>Bastardos inglórios</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/Ste0ZBgs4II/AAAAAAAAAXc/yvbmNj6qi_Y/s1600-h/inglourious1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392977420794781826" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 304px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/Ste0ZBgs4II/AAAAAAAAAXc/yvbmNj6qi_Y/s320/inglourious1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Com exceção de uma sequência (a protagonizada por Mike Myers), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Bastardos inglórios&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é impecável. A cena de Myers não convence porque fica indecisa entre o esculacho e a verossimilhança interna. Tipo de cena que destoa e pode ser sacada com ganhos.&lt;br /&gt;No mais, os capítulos do novo filme de Quentin Tarantino são repletos de suspense e humor na medida certa. O charmoso e ao mesmo tempo tenebroso cenário é a França controlada pelos nazistas, retratados no capítulo 1 como manipuladores, asquerosos, racistas e antissemitas. O coronel Hans Landa (Christoph Waltz), um dos personagens mais nojentos da história do cinema, visita a residência de um produtor de leite à procura da família Dreyfus, que estaria refugiada na propriedade. A sequência toda é um primor e já vale o filme, com uma cena homenageando o filme &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Rastros de ódio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (The searchers), de John Ford. O capítulo 1 introduz além de Landa outra personagem essencial da história: a selvagem Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent, na foto).&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/StfGkP52hbI/AAAAAAAAAXk/kJZ1W1sEM0I/s1600-h/inglourious2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392997404846228914" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 305px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/StfGkP52hbI/AAAAAAAAAXk/kJZ1W1sEM0I/s320/inglourious2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para contrabalançar a violência nazista, a América envia um micropelotão comandado pelo tenente Aldo Raine (Brad Pitt) com o único objetivo de instalar o terror nas hostes alemãs por conta de barbáries como tirar o escalpo dos inimigos mortos e marcar a suástica na testa dos vivos. Logo a fama dos "Inglourious basterds" se espalha e alguns de seus integrantes ganham alcunhas sugestivas como o sargento Donnie Donowitz (Eli Roth), que passa a ser conhecido como o "Urso Judeu" e o tenente Aldo como "Apache". O sargento Donnie ganha fama por destroçar prisioneiros indefesos com um taco de beisebol em espetáculos dantescos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desdobramentos e episódios seguem a estrutura tarantiniana de diálogos cortantes e inusitados com suspense crescente que acabam em múltiplos ápices banhados de sangu&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/StfJsdfokpI/AAAAAAAAAXs/tgBaD-6gjvc/s1600-h/inglourious3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393000844468195986" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 299px; CURSOR: hand; HEIGHT: 316px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/StfJsdfokpI/AAAAAAAAAXs/tgBaD-6gjvc/s320/inglourious3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;e, suor e lágrimas. A selvageria dos dois lados é enfatizada sem firulas. Não há mocinhos nem bandidos, apenas pessoas sem moral ou vingativas. Vingança fenomenal é a planejada por Shosanna, agora morando em Paris e proprietária de um cinema. Com a ajuda do amante Marcel (Jacky Ido) ela vai provar que a vingança é um prato que se come frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser impecável não significa ser ótimo ou genial, mas fato inegável é a rapidez com que os 210 minutos frenéticos se escoam. As duas horas e meia passam num piscar de olhos, e isso é sinal de que o filme é pelo menos bom. É bem verdade, Tarantino não usa o cinema para denunciar nem para provocar profundas meditações. Realiza uma espécie de entretenimento com conteúdo estético e texto apurado. Num século em que o cinema e a literatura se banalizaram, um diretor como Tarantino se destaca por sua originalidade, ironia e capacidade de desconcertar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-5249745013461530694?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2009/10/bastardos-inglorios.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/Ste0ZBgs4II/AAAAAAAAAXc/yvbmNj6qi_Y/s72-c/inglourious1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-4208371297006495821</guid><pubDate>Wed, 07 Oct 2009 01:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-18T21:33:26.299Z</atom:updated><title>Deixa ela entrar</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/Ssv8KgaLpaI/AAAAAAAAAXE/WhdgQIX74GA/s1600-h/deixa+ela+entrar+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389678636507571618" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/Ssv8KgaLpaI/AAAAAAAAAXE/WhdgQIX74GA/s320/deixa+ela+entrar+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Desde &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Minha vida de cachorro&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;(1986), de Lasse Hallström, o cinema sueco não renovava tanto. Desde que o menino Ingemar entalou o pênis numa garrafa e ficou orfão não víamos outro menino sueco passar por peripécias tão angustiantes. Agora é a vez de Oskar, menino perseguido por colegas da escola que ganha uma nova vizinha no prédio onde mora. Falo do filme &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Deixa ela entrar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Tomas Alfredson.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas como assim? Renovar é algo difícil hoje em dia. E como falar em renovação num filme com uma profusão de citações, referências e intertextos? Onde está a renovação se cada cena de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Deixa ela entrar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; nos remete a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Martin&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (1978, de George Romero) e a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Near Dark&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Quando chega a escuridão, 1987, de Kathryn Bigelow), para citar apenas dois? Tudo bem, então. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Deixa ela entrar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (2008) não renova nada, apenas impressiona. E como.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para começar, é impressionante a musicalidade deste idioma, o sueco, o modo como ele reverbera em nossos tímpanos já cansados de tanto português e inglês. Passar duas horas ouvindo sueco é algo definitivamente impressionante (e renovador).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em segundo lugar, em que filme um ser humano é pendurado de ponta cabeça numa árvore e tem a jugular cortada como um porco e o sangue coletado num frasco com a ajuda de um funil? Se isso não é renovador, então &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/Ssv8cdq9leI/AAAAAAAAAXM/wfexcgYHmnM/s1600-h/deixa+ela+entrar+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389678945010292194" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/Ssv8cdq9leI/AAAAAAAAAXM/wfexcgYHmnM/s320/deixa+ela+entrar+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;pelo menos é impressionante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em terceiro lugar, que filme é vendido como terror, mas no fundo tem como tema a amizade ou o amor como queiram? Sem falar nos temas básicos de filmes de vampiros: dependência, instinto, imortalidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fome de viver é o que não falta para Eli (Lina Leandersson), a nova inquilina do prédio de Oskar (Kare Hedebrant). O guri é filho de pais separados e mora com a mãe. Na escola, é maltratado e humilhado por um trio de colegas. Em vez de revidar, Oskar sofre enxovalhos e se cala. Em linha reta continua sua trajetória até que conhece Eli, e seu mundo vira ao avesso. Poderoso vínculo de amizade os une, que evolui para um namoro impúbere e puro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E em que consiste uma amizade senão em aceitar o amigo como ele é? Em que consiste um namoro senão estar sempre presente para o que der e vier? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A primordial qualidade de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Deixa ela entrar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é contar uma história de modo simples e eficiente. Terror? Depende do ponto de vista. Para mim, é uma bela história de amor. E de como o amor tem um ciclo de ápice e extinção. Para se renovar outra vez. &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389683303773125570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SswAaLVAO8I/AAAAAAAAAXU/e1aaOftSzH8/s320/deixa+ela+entrar+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-4208371297006495821?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2009/10/deixe-ela-entrar.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/Ssv8KgaLpaI/AAAAAAAAAXE/WhdgQIX74GA/s72-c/deixa+ela+entrar+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-4795827969959735402</guid><pubDate>Mon, 28 Sep 2009 01:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-07T03:11:38.623Z</atom:updated><title>A verdade nua e crua</title><description>Este filme do mesmo diretor de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Legalmente loira &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;(2001) e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;A sogra&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (2005) foi roteirizado por três mulheres. Esse fato poderia levar alguém a pensar que a sua linguagem seria delicada. Sem dúvida, num filme rotulado como "comédia romântica" escrito po&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SsAadCqQsXI/AAAAAAAAAW8/UXHKNtcz0WM/s1600-h/the+ugly+truth+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386334240567767410" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SsAadCqQsXI/AAAAAAAAAW8/UXHKNtcz0WM/s320/the+ugly+truth+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;r três mulheres, a palavra mais falada seria "amor". Entretanto, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;The ugly truth&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A verdade nua e crua&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) contém um festival de palavras de baixo calão, e a palavra de quatro letras mais usada certamente não começa com l de love e sim com f***. Claro que as moças autoras do roteiro tiveram o cuidado de colocar essas palavras na boca de um homem, Mike Alexander (Gerard Butler), apresentador de um polêmico programa de TV que recomenda mulheres queimarem livros de autoajuda e aprenderem a conquistar os homens pelas curvas e pela habilidade sexual. No dicionário de Mike nem existe a palavra amor. O programa tem o mesmo nome do filme e elevada audiência apesar de ser de uma emissora pequena. Eis que a emissora maior onde trabalha a produtora Abby Richter (Katherine Heigl, de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ligeiramente grávidos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) contrata a nova sensação. Mas o problema é que Abby abomina o tipo de TV feito por Mike, sensacionalista e vulgar. Os&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SsAaUzyYGeI/AAAAAAAAAW0/Woc8VXUOsYk/s1600-h/the+ugly+truth.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386334099136322018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SsAaUzyYGeI/AAAAAAAAAW0/Woc8VXUOsYk/s320/the+ugly+truth.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; dois terão que aprender a trabalhar juntos e, neste meio-tempo, Abby terá que aprender a conquistar um homem (no caso, o médico interpretado por Eric Winter) e para isso vai contar com os sábios conselhos de Mike. Butler está impagável em várias cenas e Heigl não deixa por menos, protagonizando cenas hilárias como as retratadas aqui neste post (a do jogo de beisebol, e a cena do restaurante, em que Abby está vestindo uma calcinha com dispositivo para massagear o clitóris cujo controle remoto acaba caindo na mão de um menino). A verdade nua e crua é que &lt;em&gt;&lt;strong&gt;The ugly truth&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; mantém a coerência e a qualidade relativa da carreira de Luketic.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-4795827969959735402?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2009/09/verdade-nua-e-crua.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SsAadCqQsXI/AAAAAAAAAW8/UXHKNtcz0WM/s72-c/the+ugly+truth+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-5284699387552446646</guid><pubDate>Mon, 28 Sep 2009 00:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-07T03:17:51.311Z</atom:updated><title>Two lovers (Amantes)</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SsAM7MBqUrI/AAAAAAAAAWc/PvDNuREW_74/s1600-h/two+lovers+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386319365315121842" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SsAM7MBqUrI/AAAAAAAAAWc/PvDNuREW_74/s320/two+lovers+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;If you want an easily forgettable experience, keep away from &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Two lovers&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. But if you want to enjoy rich, fulfilling moments you should seriously consider about trying &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Two lovers&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; at once.&lt;br /&gt;In other words, if you are longing to see an “unpretentious romantic comedy” or a funny popcorn movie just to pass your time, you had better avoid &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Two lovers&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. But if you like movies with a couple of unpredictable characters and, after the movie session, you would enjoy going to a pub with your lover(s) and discuss such relevant questions as “Why are we humans so self-destructive?” or “Why do when we have two clear options in our lives, one of which is safe and the other is risky, and the former would lead you to stability and happiness while the latter to uneasiness and despair, why do we always tend to take the wrong decision?” then &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Two lovers&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; could be a nice alternative.&lt;br /&gt;Director James Gray tells us the story of Leonard Kraditor (Joaquin Phoenix), who recently broke up with his fiancée due to genetic incompatibility. They have made some tests before marrying and the tests appointed that if they were going to have children, their children would be born with Tay-Sachs disease. This is a severe genetic condition most common in Eastern European (Ashkenazi) Jews whose symptoms include feeding difficulties, loss of motor skills, blindness, deafness and loss of intellectual skills; death usually comes before children are 5 years old). This unfortunate situation has made Leonard come back to live with his parents, a natural thing to do since he works at his father business, a laundry. His job is actually very subaltern, a job that doesn’t offer him a way to develop his intellect and abilities. So what would you try do to in a cloudy day if you were a guy with a pitiful job and a broken heart passing over a&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SsAPXvyb4gI/AAAAAAAAAWk/-LSNBEkugDs/s1600-h/two+lovers+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386322054974530050" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SsAPXvyb4gI/AAAAAAAAAWk/-LSNBEkugDs/s320/two+lovers+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; bridge?&lt;br /&gt;But not everything is dark in Leonard’s live. After all, he has a loving mother and a flexible father. And, in order to definitely forget his fiancée, he is going to meet two very different girls. The first one is Sandra Cohen (Vinessa Shaw), a beautiful brunette with who is daughter of the future commercial partners of the family. There is going to be a merger between the two laundries companies, and is always good and advisable to join the useful to the pleasant. Sandra is almost too perfect to be true, and the most incredible thing: she is very interest in Leonard. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;The other girl lives at his building. Her name is Michelle. As Sandra, she is a very acttractive girl, but the similarities end here. Michelle is one of those mysterious blondie girls who seem to have a painful secret. Emotionally disturbed and with a puzzling attitude, she immediately sparks Leonard's interest and they become friends. But how on earth could a man want just friendship with a woman like Michelle?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386324968047474306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SsASBT1JdoI/AAAAAAAAAWs/JrDzysfCIEU/s320/two+lovers+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;The way in which James Gray conducts the plot is smart and slow, without any hurries. And he doesn’t seem to be ashamed of inserting a lot of references to other movies, such as &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Le Notti Bianchi&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Luchino Visconti (which, as &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Two lovers&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, is also based on Dostoyesvsky's novel White nights), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Rear Window&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, by Alfred Hitchcock and &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Body Double&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; by Brian De Palma, and even TV series such as &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Twin Peaks&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, by David Lynch. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;From Visconti's movie, Gray steals some scenes and the idea of updating the spirit of Dostoyevsky characters. The link with &lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Rear Window &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;happens because Leonard can see Michelle’s apartment through his rear, indiscreet window. And the voyeur theme explored by De Palma in &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Body Double&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; is revisited when Leonard takes photographs of Michelle through the open window. Connection with &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Twin Peaks&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; comes because of Michelle’s distressed character, who remembers us of the helpless Laura Palmer. Other link with David Lynch’s movies could be the presence of Lynch's ex-wife and muse, Isabella Rossellini, as Leonard’s mother.&lt;br /&gt;The cast is pretty well-chosen and includes Elias Koteas as someone important in Michelle's live. Leading actor Joaquin Phoenix is fairly convincing as Leonard and finally proves that he can be so gifted as his late brother River. The soundtrack probably is good because it doesn’t call our attention at all. On the whole, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Two lovers&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; is worth seeing, because not only is a well written, acted and directed movie, but also it allows some thought and discussion about key issues to our lives.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-5284699387552446646?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2009/09/two-lovers-amantes.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SsAM7MBqUrI/AAAAAAAAAWc/PvDNuREW_74/s72-c/two+lovers+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-7535805999962903414</guid><pubDate>Mon, 24 Aug 2009 23:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-30T14:16:31.383Z</atom:updated><title>Vestido de noiva</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SpMg2mppTMI/AAAAAAAAAWE/33jjZ420PgE/s1600-h/marcello_antony_21052009_02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373674902843378882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SpMg2mppTMI/AAAAAAAAAWE/33jjZ420PgE/s320/marcello_antony_21052009_02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Conforme Décio de Almeida Prado, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vestido de Noiva&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é uma peça impregnada não de amor, mas de sexo, e Nelson Rodrigues aborda sem vulgaridade um assunto que alguém poderia considerar "vulgar".&lt;br /&gt;O texto do controvertido dramaturgo, tido como ponto referencial no teatro moderno brasileiro, ganha em 2009 montagem dirigida por Gabriel Villela. A trupe tem viajado Brasil afora, levando a plagas distantes como a nossa província um espetáculo desafiador e, para usar um adjetivo proibido pelo Manual de Estilo do Estadão, "instigante". A explicação do manual é que instigante é um adjetivo clichê. Mas venhamos e convenhamos, sempre que um livro ou filme ou peça não empolga muito mas provoca os sentidos e o intelecto, lá vem o adjetivo à mente. Instigante.&lt;br /&gt;O fato é que ao cabo da peça houve gritos de "Bravo!" e o público aplaudiu de pé. Se bem que eu nunca sei se o público porto-alegrense aplaude de pé por gratidão ou por merecimento.&lt;br /&gt;Analisar o elenco seria pretensão, mas é preciso destacar a presença hipnótica de Luciana Carnieli, que encarna a sensual Madame Clessi, e a interpretação divertida de Marcello Antony, que lembra com seu Pedro um Hamlet pândego. Completam o elenco Vera Zimmermann e Leandra Leal, as irmãs Lúcia e Alaíde, respectivamente. No elenco de apoio, provoca risos na plateia o desconhecido ator que vive a sogra de Alaíde. A peça inicia com o atropelamento de Alaíde e conta de modo nada linear a história da tragicômica competição entre as irmãs pelo amor (sexo?) de Pedro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-7535805999962903414?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2009/08/vestido-de-noiva.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SpMg2mppTMI/AAAAAAAAAWE/33jjZ420PgE/s72-c/marcello_antony_21052009_02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-8421084299840797970</guid><pubDate>Mon, 17 Aug 2009 01:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-17T02:33:38.855Z</atom:updated><title>Drag me to hell</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/Soi19KP72LI/AAAAAAAAAVs/J4nTbjm0RFQ/s1600-h/drag+me+to+hell.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370742617967155378" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 278px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/Soi19KP72LI/AAAAAAAAAVs/J4nTbjm0RFQ/s320/drag+me+to+hell.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Hardcore. Tem que ser hard, tem que ser core. &lt;div&gt;Tem que ser hardcore. Dificilmente Sam Raimi conhece Replicantes, mas seguiu o conselho à risca ao realizar a pedrada nos nervos &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Drag me to hell&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Se nos primeiros quinze minutos o espectador que se considera experiente no gênero "terror-fantástico-escatológico" ainda consegue dar algumas risadinhas para disfarçar o medo, como se Sam Raimi ainda estivesse se decidindo se faria um filme mais à la Evil Dead II do que à Evil Dead I, eis que a impressão logo passa e fica difícil não se encolher na poltrona num crescente de inquietude, opressão, pesadelo e pavor. Não resta dúvidas: desta vez Raimi não está para brincadeiras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A ambiciosa heroína da película, a bancária Christine Brown (Alison Lohman, a bela da foto abaixo), compete para conquistar uma promoção no trabalho. Para isso, tenta provar ao chefe Mr. Jacks (David Paymer) que é uma aposta melhor do que o concorrente Stu Rubin (Reggie Lee). Namorada do insosso, porém apaixonadinho professor de Filosofia Clay Dalton (Justin Long), Christine é responsável por administrar os emprés&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/Soi9nzEAuNI/AAAAAAAAAV8/n-uiBIsrWsU/s1600-h/drag+me+to+hell+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370751047058897106" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 290px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/Soi9nzEAuNI/AAAAAAAAAV8/n-uiBIsrWsU/s320/drag+me+to+hell+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;timos e as hipotecas. Um belo e fatídico dia senta-se à sua mesa a sra. Sylvia Ganush (Lorna Raver, a fera da foto acima). Mas até que a netinha dela Ilenka Ganush (Bojana Novakovic!) não é de se jogar fora.  E não convém contar mais do que isso para não ser estraga-prazeres, se é que pode se chamar de prazer sentir o sangue enregelar nas veias. Bom saber que Raimi não vendeu a alma ao demônio Hollywood. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-8421084299840797970?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2009/08/drag-me-to-hell.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/Soi19KP72LI/AAAAAAAAAVs/J4nTbjm0RFQ/s72-c/drag+me+to+hell.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-3080551875302610726</guid><pubDate>Sun, 16 Aug 2009 17:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-17T02:37:05.686Z</atom:updated><title>Tempos de paz</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SohLzzI0U_I/AAAAAAAAAVk/XiZF67vm2JI/s1600-h/fotos+set+018.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370625908911920114" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 303px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SohLzzI0U_I/AAAAAAAAAVk/XiZF67vm2JI/s320/fotos+set+018.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Adaptação da multipremiada peça &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Novas diretrizes em tempos de paz, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;do dramaturgo Bosco Brasil, sucesso no eixo Rio-São Paulo nos anos de 2002-2003 que depois excursionou pelo país de Blumenau a Belém. A tradutora e crítica de teatro Barbara Heliodora classificou a peça como "imperdível" e o texto como "(...) uma trama fascinante, que ao mesmo tempo descobre para os brasileiros um Brasil de crueldade até aqui ignorada e cria uma linda e comovente metáfora sobre as razões de ser do teatro". Heliodora destaca o engenhoso uso feito por Bosco Brasil de um excerto da peça "A vida é sonho" de Calderón de la Barca. A crítica publicada no Jornal O Globo em setembro de 2002 pode ser lida na íntegra&lt;/div&gt;&lt;div&gt;em: &lt;a href="http://www.novasdiretrizes.com.br/critica%20barbara%20heliodora.jpg"&gt;http://www.novasdiretrizes.com.br/critica%20barbara%20heliodora.jpg&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;18 de abril de 1945. A Segunda Guerra Mundial em vias de terminar. Os presos políticos do governo Vargas são libertados, entre eles o Doutor Penna (o diretor Daniel Filho), decidido a reencontrar alguém. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesse meio-tempo, o polônes Clausewitz (Dan Stulbach) está chegando ao Brasil num transatlântico. Tem visto mas precisa de salvo-conduto para permanecer em terras brasileiras. Declara-se na alfândega como agricultor, mas sabe português e declama Drummond, o que desperta as suspeitas de Honório (Ailton Graça), que leva ao caso ao superior, o temido Segismundo (Tony Ramos). Cabe a Segismundo a decisão sobre o destino do migrante. Fica ou não fica em terras tupiniquins? Eis a questão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os dois personagens travam um embate psicológico enquanto contam um ao outro suas lembranças. Segismundo, que se diz vindo do Rio Grande do Sul, conta sem emoção os "serviços" que fazia a mando de seu padrinho e outras memórias que envolvem sua irmã (interpretada por Louise Cardoso); Clausewitz, o polonês que se declara agricultor, conta as agruras da guerra e tenta provar ao inquiridor que merece a honra de ficar no Brasil, afinal, o país "precisa de braços para a lavoura".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O filme funciona porque as adaptações feitas para a tela não chegam a comprometer a qualidade do texto original. O diretor Daniel Filho, que se compara a Woody Allen, nesta película está mais para um David Mamet, dramaturgo e cineasta que escreveu no livro &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Os três usos da faca: &lt;/strong&gt;"A peça de mensagem é um melodrama isento de inventividade".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Justamente porque escapa da armadilha de querer "passar uma mensagem", &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tempos de paz&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é um filme que merece ser visto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-3080551875302610726?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2009/08/tempos-de-paz.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SohLzzI0U_I/AAAAAAAAAVk/XiZF67vm2JI/s72-c/fotos+set+018.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-6305492581450597958</guid><pubDate>Tue, 31 Mar 2009 20:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-31T21:34:45.487Z</atom:updated><title>Dúvida</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SdKLEAFr-iI/AAAAAAAAAVc/TP2BFqFgqvY/s1600-h/doubt.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319467010737568290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 189px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SdKLEAFr-iI/AAAAAAAAAVc/TP2BFqFgqvY/s320/doubt.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quem não se lembra dos diálogos cirúrgicos e cenas inusitadas de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Feitiço da Lua&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (1987)? O filme valeu Oscar de Melhor Atriz para Cher e Atriz Coadjuvante para Olympia Dukakis. De quebra, um de Melhor Roteiro original para John Patrick Shanley, então com 37 anos de idade.&lt;br /&gt;A estreia de John Patrick Shanley no cinema não poderia ter sido mais auspiciosa. Vamos dizer que depois as expectativas meio que se frustraram. Dirigiu o filme &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Joe contra o vulcão&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (1990) e passou a roteirizar adaptações de cotação duvidosa, como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Alive&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (1993) e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Congo &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(1995). Volveu o foco ao teatro: &lt;em&gt;Psychophatia Sexualis&lt;/em&gt; (1996) e &lt;em&gt;Where is my Money&lt;/em&gt; (2001)? Em 2004, lançou &lt;em&gt;Doubt&lt;/em&gt;, parábola sobre a dúvida. A peça estreou fora da Broadway mas depois transferiu-se para a meca do teatro norte-americano, e dali para a telona, sob a batuta do próprio autor e diretor da peça. No cinema, é o segundo trabalho como realizador.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dúvida &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;baseia-se na desconfiança da Madre Superior Beauvier (Meryl Streep) com o comportamento do padre Brendan Flynn (Philip Seymour Hoffman). A dúvida surge a partir do relato da professora de História, a irmã James (Amy Adams), sobre a forma enfática com que o padre protege o único aluno negro da escola. Com o tempo, a Madre Beauvier passa a ter a certeza de que há uma relação "imprópria" entre padre e aluno. Para investigar o caso, convoca a mãe do menino de doze anos, a sra. Miller (Viola Davis).&lt;br /&gt;Todo o filme se desenvolve a partir dessa situação. Pelas cenas mostradas, o espectador não tem elementos para avaliar se a desconfiança da Irmã Beauvier tem ou não fundamento. Há motivo real para suspeita ou será apenas implicância com um padre carismático e bondoso? A dúvida permeia cada fotograma, e cada pessoa enxerga a história com seus olhos, princípios e preconceitos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-6305492581450597958?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2009/03/duvida.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SdKLEAFr-iI/AAAAAAAAAVc/TP2BFqFgqvY/s72-c/doubt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-287508180998459753</guid><pubDate>Fri, 26 Dec 2008 19:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-29T09:49:13.556-01:00</atom:updated><title>Mamma Mia!</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SVUv29R-1jI/AAAAAAAAAT8/00qxKXRO7cs/s1600-h/mamma+mia+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284182358998570546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SVUv29R-1jI/AAAAAAAAAT8/00qxKXRO7cs/s320/mamma+mia+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O Cine Brasília é um herói da resistência. Encravado no meio do planalto gaúcho, sua bilheteria (muitas vezes capitaneada pelo próprio dono) se abre na calçada da gloriosa Av. Flores da Cunha, da gloriosa cidade de Carazinho.&lt;br /&gt;É, portanto, um dos últimos e remanescentes "cinemas de rua" dessas plagas distantes demais das capitais. Depois de décadas recebendo multidões que assistiam abismadas filmes como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Guerra nas Estrelas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Super-Homem&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (em que a fila dava a volta na quadra) e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Alien, o Oitavo Passageiro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, o Brasília encerra 2008 e entra em 2009 firme e forte. Claro, a capacidade diminuiu. Hoje a platéia fica no que antes era o mezanino. Já os funcionários (o porteiro e o projetista-lanterninha) são os mesmos há trinta ou quarenta anos. Só o vendedor de balas mudou. E o pipoqueiro se aposentou. Agora as pipocas são estouradas na hora... no microondas da bomboniere. Dá orgulho de ser carazinhense e poder assistir de vez em quando bons filmes no Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o caso de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mamma Mia!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; da diretora Phyllida Lloyd, que pude conferir na resiliente e histórica tela do Brasília. O filme conta a história de Sophie (Amanda Seyfried), que mora com a mãe numa ilha grega. Sophie está empolgada, pois vai se casar. A alegria só não é completa pois ela não tem quem a conduza ao altar: a mãe é solteira e nunca revelou quem é o pai. Antes do casamento, a moça acha o diário da mãe. O diário conta que Donna (Meryl Streep, fonte de juventude) conheceu (inclusive no sentido bíblico) três homens cerca de nove meses antes de Sophie nascer. Então Sophie convida à festa os três prováveis pais: Sam (Pierce Brosnan), Harry (Colin Firth) e Bill (Stellan Skarsgard). O roteiro é mero veículo para as atmosféricas canções do Abba, cantadas pelo próprio elenco. O modo com que as letras se encaixam no roteiro é no mínimo engenhoso. Divertida alternativa de verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284182666779515858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 212px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SVUwI32rW9I/AAAAAAAAAUM/1ilViOmlHo0/s320/mamma+mia+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-287508180998459753?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2008/12/mamma-mia.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SVUv29R-1jI/AAAAAAAAAT8/00qxKXRO7cs/s72-c/mamma+mia+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-2928422428988731096</guid><pubDate>Sun, 30 Nov 2008 19:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-04T16:35:38.297-01:00</atom:updated><title>Queime depois de ler</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/STLqnbbxsHI/AAAAAAAAAPc/qqx2S6yhQjI/s1600-h/coen2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274536076704329842" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 298px; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/STLqnbbxsHI/AAAAAAAAAPc/qqx2S6yhQjI/s320/coen2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Filme sobre a ridicularidade do ser humano. Filme sobre a banalidade das relações. Filme sobre a inutilidade de órgãos oficiais. Filme sobre a vaidade feminina. Filme sobre a veleidade masculina. Filme sobre a infidelidade feminina e masculina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme sobre a previsibilidade do ser humano. Filme sobre a complexidade das relações. Filme sobre a necessidade de exercícios físicos. Filme sobre a frieza feminina. Filme sobre a superficialidade masculina. Filme sobre a fraqueza feminina e masculina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a name="__top"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="Actors"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/STLqcVvEICI/AAAAAAAAAPU/i3ZSiJO0sFo/s1600-h/coen.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274535886196056098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 301px; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/STLqcVvEICI/AAAAAAAAAPU/i3ZSiJO0sFo/s320/coen.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;Filme sobre Harry Pfarrer (George Clooney), Linda Litzke (Frances McDormand), Chad Feldheimer (Brad Pitt), Osborne Cox (John Malkovich) e Katie Cox (Tilda Swinton). Filme sobre a eficiência de reunir um elenco. Filme sobre a versatilidade dos atores. Filme sobre a criatividade do roteiro. Filme sobre a genialidade dos realizadores. Filme dos irmãos Coen. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-2928422428988731096?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2008/11/queime-antes-de-ler.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/STLqnbbxsHI/AAAAAAAAAPc/qqx2S6yhQjI/s72-c/coen2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-8318397989534398388</guid><pubDate>Mon, 17 Nov 2008 00:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-19T10:43:57.935-01:00</atom:updated><title>007 - Quantum of Solace (Quanto solaço)</title><description>Pelo que pesquisei no google pouca gente sabe o que significa&lt;em&gt;&lt;strong&gt; Quantum of Solace.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Nem mesmo um dos roteiristas, o oscarizado e ubíquo Paul Haggis. O onipresente Haggis declarou a jornalistas: esse não era o título de sua escolha. Ao que consta, a expressão aparece num dos livros de Ian Fleming para definir o tênue grau de conforto existente numa relação amorosa. "(...) um número exato que define o conforto, a humanidade e o sentimento de amizade necessários entre duas pessoas para o amor perdurar. Sem &lt;em&gt;quantum of solace&lt;/em&gt;, o amor está morto". Talvez os produtores tenham achado o título dos roteiristas muito comercial e tenham resolvido complicar ou sofisticar um pouquinho. Ou talvez eles queiram disfarçar no título pomposo a série de erros cometidos na realização de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quanto Solaço&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SSC2x-jwNmI/AAAAAAAAAPE/b_IYvjvJvX0/s1600-h/daniel_craig8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269412533746284130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SSC2x-jwNmI/AAAAAAAAAPE/b_IYvjvJvX0/s320/daniel_craig8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Main Entry: quan·tum &lt;/em&gt;&lt;a class="audio" href="javascript:popWin(" wav="quantum')&amp;quot;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pronunciation: \ˈkwän-təm\&lt;br /&gt;Function: noun&lt;br /&gt;Inflected Form(s): plural quan·ta &lt;/em&gt;&lt;a class="audio" href="javascript:popWin(" wav="quanta')&amp;quot;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;\ˈkwän-tə\&lt;br /&gt;Etymology: Latin, neuter of quantus how much&lt;br /&gt;Date: 1567&lt;br /&gt;1 a: &lt;/em&gt;&lt;a class="lookup" href="http://www.merriam-webster.com/dictionary/quantity"&gt;&lt;em&gt;quantity&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; , &lt;/em&gt;&lt;a class="lookup" href="http://www.merriam-webster.com/dictionary/amount"&gt;&lt;em&gt;amount&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; b: &lt;/em&gt;&lt;a class="lookup" href="http://www.merriam-webster.com/dictionary/portion"&gt;&lt;em&gt;portion&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; , &lt;/em&gt;&lt;a class="lookup" href="http://www.merriam-webster.com/dictionary/part"&gt;&lt;em&gt;part&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; c: gross &lt;/em&gt;&lt;a class="formulaic" href="http://www.merriam-webster.com/dictionary/quantity"&gt;&lt;em&gt;quantity&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; : &lt;/em&gt;&lt;a class="lookup" href="http://www.merriam-webster.com/dictionary/bulk"&gt;&lt;em&gt;bulk&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;2 a: any of the very small increments or parcels into which many forms of energy are subdivided b: any of the small subdivisions of a &lt;/em&gt;&lt;a class="formulaic" href="http://www.merriam-webster.com/dictionary/quantized"&gt;&lt;em&gt;quantized&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; physical magnitude (as magnetic moment)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fora o engano de escolher um título tão enigmático que nem os próprios roteiristas têm idéia do que se trata, o erro que mais salta aos olhos no novo filme de 007 é de 'miscasting'. Fique tranqüilo/a, não é de Daniel Craig que estou falando. Nem tampouco de Gemma Arterton, que interpreta a ruiva agente Fields, muito menos de Olga Kurylenko, que encarna Camille. Nem de Jeffrey Wright (o agente da CIA Felix Leiter, um dos poucos acertos do roteiro). Refiro-me a Mathieu Amalric, ator gentil e clássico, capaz de comover mexendo apenas um olho (ver abaixo comentário sobre &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O escafandro e a borboleta&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;), escalado aqui como o vilão Dominic Greene. Carismático nas cenas de diálogo, mas não o tipo de ator para confrontos físicos. E contra Daniel Craig, então, torna-se até ridículo e sem graça uma luta. Mas é esse o 'clímax' do filme: um 'violento e emocionante' combate entre o brucutu, o brutamontes, o neandertal Craig contra o nanico, o mirrado, o esmilingüido Amalric. Não, não me venham dizer que isso é detalhe. Mesmo se fosse, Deus está nos detalhes, já disse um arquiteto famoso. E não me venham dizer também que estou cometendo spoiler, pois todo filme de 007 tem um confronto final entre ele e o vilão, ou o capanga do vilão. Pois até nisso houve miscasting: o capanga também é magricela e pateta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269412526759097186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SSC2xkh4M2I/AAAAAAAAAO8/HkgqMiKQHNo/s320/quantum3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Main Entry: solace&lt;br /&gt;Function: noun&lt;br /&gt;Etymology: Middle English solas, from Anglo-French, from Latin solacium, from solari to console&lt;br /&gt;Date: 14th century&lt;br /&gt;1 : alleviation of grief or anxiety 2 : a source of relief or consolation&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esses produtores estão ficando previsíveis demais. Pegam um dos melhores diretores atuais, Marc Forster para ser mais exato (2004, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Finding Neverland&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;; 2005, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Stay&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;; 2006, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mais estranho que a ficção&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;; e 2007, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O caçador de pipas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;), para dar credibilidade e algum estilo (a propósito, seria curioso saber que cenas ele dirigiu, já que a maioria das cenas tem o perfil de terem sido filmadas pelo 'diretor de segunda unidade', por serem cenas específicas de ação). Contratam roteiristas promissores e pelo menos um renomado (Paul Haggis), também para dar um ar de 'puxa, a história deve ser interessante, afinal o roteirista escreveu e dirigiu &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Crash'&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (mas em compensação cometeu&lt;em&gt;&lt;strong&gt; No vale das sombras&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;). Temperam isso tudo com duas mulheres longilíneas e o resultado da equação deve ser um novo sucesso de bilheteria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269412529741656626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SSC2xvo-cjI/AAAAAAAAAO0/0bVeZENC6A0/s320/gemma_arterton1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Sucesso de bilheteria à parte, desta vez o pudim perdeu a forma, pois a trama de Haggis e companhia é por demais forçada e descabida. Esses roteiristas partem do princípio que o cérebro do espectador é um depósito de lixo bem grande, capaz de receber montanhosas doses de besteirol, com pretensas críticas políticas embutidas e pretensas piadas. Haggis é o roteirista mais pretensioso da atualidade. E não se recicla, todo filme que ele assina é invólucro das mesmíssimas idéias. Se ainda não viu &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quantum of solace&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: cuidado com a insolação.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-8318397989534398388?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2008/11/007-quantum-of-solace-quanto-solao.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SSC2x-jwNmI/AAAAAAAAAPE/b_IYvjvJvX0/s72-c/daniel_craig8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-4127217269615858279</guid><pubDate>Sun, 09 Nov 2008 00:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-11T17:07:15.746-01:00</atom:updated><title>Em busca da vida</title><description>Consta que o diretor &lt;strong&gt;Jia Zhang-ke&lt;/strong&gt; era pintor antes de dedicar-se ao cinema.&lt;strong&gt;&lt;em&gt; Em busca da vida&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SRYrUpzbdaI/AAAAAAAAAOs/EDc-c_9GpZE/s1600-h/stilllife_galleryposter.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5266444448075314594" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SRYrUpzbdaI/AAAAAAAAAOs/EDc-c_9GpZE/s320/stilllife_galleryposter.jpg" border="0" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;pinta com tintas soturnas uma China em literal demolição. Prédios demolidos em locais em breve inundados por uma barragem. Vidas demolidas pela incompreensão e pelo desamor. Uma sociedade desarticulada em processo de desconstrução, face às exigências do "mundo globalizado". Uma China na corda bamba - como os demais países do&lt;strong&gt; BRIC&lt;/strong&gt;, grupo de países emergentes que inclui também o Brasil, a Rússia e a Índia - oscilando entre a revolução tecnológica e o uso de métodos que privilegiam a mão-de-obra barata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é como trabalhador no ramo das demolições que Han (&lt;strong&gt;Han Sanming&lt;/strong&gt;) consegue emprego enquanto procura localizar a esposa e a filha que não vê há dezesseis anos. História inserida dentro da história principal é a de Shen (&lt;strong&gt;Zhao Tao&lt;/strong&gt;), outra pessoa em busca de alguém, no caso o marido que a deixou numa província para trabalhar num centro maior e parou de mandar notícias. Sempre bebericando água de uma garrafa plástica, não sossega até encontrar o marido. Mas o filme centra-se mesmo na saga de Han. Na jornada em busca da filha, conhece pessoas como o dono da pensão desalojado devido às demolições e o simpático colega de trabalho que acaba soterrado no meio dos entulhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com fotografia opressiva, toques non-sense e falta de pressa em contar a (?) história, Jia Zhang-ke ostenta o posto de um dos 'mais importantes cineastas mundiais'. Talvez o mais correto fosse rotulá-lo como um dos 'mais engajados cineastas mundiais'. Que os recursos artísticos utilizados pelo diretor (lentidão, poucas cores, escuridão, ausência de fatos relevantes no enredo) atingem seus objetivos não há dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A China pintada por ele é uma China de prédios em demolição, vales inundados, pessoas enganadas, trabalhadores explorados com baixos salários e sem o mínimo de segurança, esposas compradas. Uma China em que prevalecem sentimentos como o desamor e a intolerância. Uma China sem esperança. Uma China cuja globalização parece faltar a "face humana", apregoada pelo indiano Jagdish Bhagwati na obra &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Em defesa da globalização.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-4127217269615858279?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2008/11/em-busca-da-vida.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SRYrUpzbdaI/AAAAAAAAAOs/EDc-c_9GpZE/s72-c/stilllife_galleryposter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-2373598727465118485</guid><pubDate>Sat, 08 Nov 2008 16:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-21T00:00:44.126-01:00</atom:updated><title>REM in POA: Living well is the best revenge</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SSYHaqjBhnI/AAAAAAAAAPM/yr-i46AqFhI/s1600-h/rem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270908568562927218" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 190px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SSYHaqjBhnI/AAAAAAAAAPM/yr-i46AqFhI/s320/rem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A quinta-feira dia 6 de novembro amanheceu nublada em Porto Alegre. Em alguns pontos da cidade uma fina cerração dava lugar a uma chuva tímida. Tudo levava a crer que poderia chover e estragar as condições do gramado. Mas, para a felicidade geral da nação roqueira, o tempo clareou, e quinze mil felizardos presenciaram o show do R.E.M. no campo do Zequinha (Esporte Clube São José, fundado em 1913 e considerado o 'time mais simpático do RS).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os colorados torciam para o seu time, que naquela mesma hora enfrentava o Boca Juniors da Argentina pela Copa Sul-Americana. Os gremistas secavam o Inter. Mas todos sem exceção esperavam ansiosos os primeiros acordes da guitarra de Peter Buck, do baixo de Mike Mills e das abençoadas cordas vocais de Michael Stipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abre parênteses. O que faz do R.E.M. uma banda tão apreciada pelos fãs e até mesmo pelos não-fãs, o 'público em geral'? Talvez eles estejam para o rock como o Zequinha está para o futebol gaúcho, ou seja, uma banda que mesmo sem querer agrada a gregos e a troianos, ou pelo menos não desagrada. E volta e meia emplacam hits inesquecíveis e quase unânimes, como é o caso de &lt;strong&gt;Imitation of life&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Losing&lt;/strong&gt; (e não 'Loosing', como saiu no Correio do Povo!) &lt;strong&gt;my religion&lt;/strong&gt;, para citar apenas dois exemplos. Fecha parênteses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o fato é que às 20 horas e trinta, lá estava eu em companhia da mãe de meu filho de treze meses (que ficou aos cuidados da supervovó) na quilométrica fila para entrar no estádio. Fomos de táxi, por isso aproveitamos para comprar cervejas. 473 ml para cada um depois, adentrávamos no modesto mas (novamente) simpático estádio do Zequinha, que certamente depois deste show tornar-se-á um dos locais do circuito rock porto-alegrense. Tudo preparado, o show de abertura começa, com o Nenhum de nós tocando, entre outras,&lt;strong&gt; Camila&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Flores na cabeça&lt;/strong&gt;. In the meantime, começa o jogo do Inter na Bombonera. O vocalista do Nenhum de nós declara que o R.E.M. é a banda predileta deles. Entonces, com a platéia devidamente aquecida, eles saem e os roadies desmontam a bateria da banda gaúcha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vai ser o show? Qual será o setlist? Melhor que o do Rock in Rio 3, em 2001? Repleto de hits, um show pop? Ou mais direcionado aos fãs de carteirinha, que conhecem as músicas mais obscuras? Ou um meio-termo? Em que situação eu me enquadraria, by the way? Tenho todos os álbuns da banda, mas confesso que escutei pouco alguns deles. Por outro lado, domino bem alguns discos relativamente desconhecidos, como &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Life's rich pageant&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de 1986&lt;em&gt; &lt;/em&gt;(o nome desse disco é uma expressão idiomática; 'be part of life's rich pageant/tapestry'; difficult experiences are part of our lives' rich tapestry). Mas felizmente nossa vida é feita de retalhos bons também. Como, por exemplo, ficar imaginando que canções serão escolhidas de um fantástico repertório.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SRXMSCxfeoI/AAAAAAAAAOU/0qUHxmQ7SiE/s1600-h/rem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5266339949633829506" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SRXMSCxfeoI/AAAAAAAAAOU/0qUHxmQ7SiE/s320/rem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Living well is the best revenge,&lt;/strong&gt; a faixa de abertura do recente &lt;strong&gt;Accelerate &lt;/strong&gt;(2008), é a escolhida para iniciar os trabalhos. Depois vieram duas que eu não conhecia, que depois fiquei sabendo serem do&lt;strong&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;álbum &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Monster&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, muito admirado por uns mas que ainda precisa me conquistar. Enquanto lá na Bombonera o Inter segurava o empate de 0 x 0 no primeiro tempo, no campo do Zequinha a banda norte-americana de Athens, Geórgia, emendava uma canção após a outra, com extrema competência, mas nem sempre com o domínio pelo público do material apresentado. Parecia que a platéia esperava ouvir uma das mais 'conhecidas'. Foi então que a banda disparou a clássica &lt;strong&gt;Drive, &lt;/strong&gt;a faixa um de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Automatic for the people &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;(1992). Com sua atmosfera psicodélica e sua cadência hipnotizante, a canção serviu para aproximar mais o público e engrenar um show até ali um pouco frio. Ao mesmo tempo, na Bombonera, o Inter abriu o placar no começo do segundo tempo. Metade do público do show vibrou e entoou "Vamo, vamo, Inter". A outra metade desdenhou e torceu para o Boca empatar, o que aconteceu dez minutos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No palco, a banda continuava a tecer sua colcha de retalhos, alguns um tanto inesperados mas muito bem-vindos (como o caso de &lt;strong&gt;Walk unafraid&lt;/strong&gt;, jóia incrustada no álbum &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Up, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;de&lt;strong&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;1998). Enquanto isso, o colorado caminhava sem medo rumo à vitória em plenas plagas argentinas. Depois de jogad&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SRXV8vprmPI/AAAAAAAAAOc/P8jPHeFkCdc/s1600-h/boca_inter4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5266350578839820530" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 128px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SRXV8vprmPI/AAAAAAAAAOc/P8jPHeFkCdc/s320/boca_inter4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a de D'Alessandro, Alex marcou o segundo gol gaúcho, para desespero dos gremistas. O R.E.M., por sua vez, marçou um golaço ao tocar &lt;strong&gt;Imitation of life &lt;/strong&gt;(de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Reveal&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, 2001)&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;. O público animou-se e entoou com ardor o refrão da canção: &lt;em&gt;That's sugarcane, that tasted good /That's cinnamon that's hollywood/ C'mon c'mon no one can see you try...&lt;/em&gt; Do álbum novo, mais duas: &lt;strong&gt;Man-Sized Wreath &lt;/strong&gt;e, mais tarde, &lt;strong&gt;Horse to Water&lt;/strong&gt;. Os destaques da primeira fase do show, foram, sem dúvida, além da já mencionada &lt;strong&gt;Imitation of Life&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;The one I love&lt;/strong&gt; (do LP &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Document&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de 1987) e &lt;strong&gt;It's the end of the world as we know it (and I feel fine),&lt;/strong&gt; também do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Document&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a banda retirou-se do palco (lá na Bombonera, o Inter retirava-se do gramado, após o apito final: Boca 1 x 2 Inter). No telão, Stipe brincou com o público mostrando recadinhos manuscritos de 'Mais R.E.M.?', 'não estou esutando (sic) vocês'. Com Mike Mills envergando a canarinho, o bis começou com a esperada &lt;strong&gt;Supernatural superserious, &lt;/strong&gt;uma das melhores do &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Accelerate&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Então Peter Buck largou a guitarra e pegou a viola com que ele toca um dos clássicos imortais da banda: &lt;strong&gt;Losing my religion&lt;/strong&gt;, de&lt;em&gt; &lt;strong&gt;Out of Time&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (1991). Depois disso, parecia que nada poderia dar continuidade, era a apoteose consumada. Mas eis que a banda guardava mais surpresas. Uma delas foi fazer subir ao palco a placa "We are Obama too", erguida pelos fãs-porto-alegrenses. Stipe aproveitou a deixa e fez o link com a música seguinte, uma preciosidade pinçada de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Life's Rich Pageant&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: &lt;strong&gt;Cuyahoga. &lt;/strong&gt;A canção fala sobre salvar o Rio Cuyahoga e construir um novo país (ver letra abaixo). Nessa parte do show senti-me um pouco estranho, pois eram poucas as pessoas que como eu cantavam o refrão "Cuyahoga". Depois deste momento inusitado, o que ainda restaria? Duas canções belíssimas do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Automatic for the people&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;strong&gt;Everybody hurts&lt;/strong&gt; e, para encerrar uma noite perfeita, &lt;strong&gt;Man on the moon&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais fotos e comentários sobre este memorável show, ver&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp"&gt;http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp&lt;/a&gt; de onde foi retirada a primeira foto (de Omar Jr.) que ilustra este post. A foto do jogo Inter x Boca é do site &lt;a href="http://www.scinternacional.net/"&gt;http://www.scinternacional.net/&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5266351924565280002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 204px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SRXXLE3ohQI/AAAAAAAAAOk/KsBHfJIFOEU/s320/CuyahogaRiverinwinter.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Foto: Rio Cuyahoga no inverno (&lt;a href="http://usparks.about.com/od/parkphotographs/ig/cuyahogaphotos"&gt;http://usparks.about.com/od/parkphotographs/ig/cuyahogaphotos&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;CUYAHOGA (Berry/Buck/Mills/Stipe)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Let's put our heads together and start a new country up&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Our father's father's father tried, erased the parts he didn't like&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Let's try to fill it in, bank the quarry river, swim&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;We knee-skinned it you and me, we knee-skinned that river red&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(chorus 1)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;This is where we walked, this is where we swam&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Take a picture here, take a souvenir&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;This land is the land of ours, this river runs red over it&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;We knee-skinned it you and me, we knee-skinned that river red&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And we gathered up our friends, bank the quarry river, swim&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;We knee-skinned it you and me, underneath the river bed (repeat chorus 1)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(chorus 2)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cuyahoga &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cuyahoga, gone&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Let's put our heads together, start a new country up&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Underneath the river bed we burned the river down&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;This is where they walked, swam, hunted, danced and sang&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Take a picture here, take a souvenir&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;repeat chorus 2)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rewrite the book and rule the pages, saving face, secured in faith&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bury, burn the waste behind you&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;This land is the land of ours, this river runs red over it&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;We are not your allies, we can not defend&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-2373598727465118485?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2008/11/living-well-is-best-revenge.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SSYHaqjBhnI/AAAAAAAAAPM/yr-i46AqFhI/s72-c/rem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-6663702072579727604</guid><pubDate>Mon, 03 Nov 2008 11:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-03T10:40:15.432-01:00</atom:updated><title>R. E. M.</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SQ7jEL8_3qI/AAAAAAAAAOM/tvsv2Gav2l8/s1600-h/r.e.m..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264394675510304418" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 178px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SQ7jEL8_3qI/AAAAAAAAAOM/tvsv2Gav2l8/s320/r.e.m..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em semana de show do R.E.M., resgato um texto do baú de relíquias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;R.E.M.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;R&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;apid Eye Movement.&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt; &lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;nquanto você sonha, dormindo, eletrodos levemente afixados às suas pálpebras podem detectá-lo. &lt;strong&gt;M&lt;/strong&gt;ovimento ocular rápido, rápido; trajetória de cometas, beija-flores, granizo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;R&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;elâmpago, êxtase, mágica!&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt; E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;letrizante e onírica, pulsante e otimista, trilha para dias de céu azul intenso e noites flechadas por estrelas cadentes; assim é a música do R.E.M., banda de rock. &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;M&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ills, Berry, Stipe e Buck, respectivamente baixo, batera, voz e guitarra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;R&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;einaram nas garagens de Athens, Georgia, no circuito independente e nas rádios alternativas; hoje estão no cast da Warner e tocam para platéias de 20.000 pessoas. &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ntrelaçam acordes country ao urbano desespero; a acústica suave, o ar, a poesia, ao mais pesado dos metais. “&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;URMUR”, o primeiro LP, de 83, soou como um grito de lucidez no universo pop, tão forte e compacto como a canção símbolo desta estréia, Radio Free Europe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;R&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ECKONING”, o segundo trabalho, veio no ano seguinte e marcou a sedimentação do estilo único do grupo e, embora os mais entendidos o tenham taxado como de “menor inspiração”, tem sete irmãos chineses e muita transpiração. “&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ste é o meu erro, deixe-me fazê-lo bem feito”, letra do LP “GREEN”, seria perfeita para abrir “FABLES OF THE RECONSTRUCTION”, o terceiro e o “menos bom” da carreira, por sinal, o primeiro a ser lançado em nossas plagas, na amarela moldura da New Rock Collection. &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;M&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;eses depois, “LIFE’S RICH PAGEANT”, o quarto, de 86, segundo os entendidos não alcançou “resultado satisfatório”; levou os fãs, porém, ao orgasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;R&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ispidamente começa, com a canção de trabalho mais refinada, a hora mais primorosa: “DOCUMENT”, o quinto, documenta a ascensão do R.E.M. para além das nuvens, uma tour alucinante na alta estratosfera, na carona da supersonicamente acelerada “It’s the end of the world (as we know it)”.&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt; E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; sobra tempo para brincar: “DEAD LETTER OFFICE”, que Thomas Pappon bem conceituou como o disco que todas as bandas gostariam de fazer: sobras de LPs, covers, lados B de singles. &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;M&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ata nativa em dia de sol, com suas diferentes tonalidades de verde – imagem comparável a “GREEN”, laranja de capa e, na realidade, maduro, foi o disco mais bonito, mais vivo, mais transmissor de esperança lançado no Brasil no ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente no zine Wall of Sound (editora Jussara Neves), em janeiro de 1990.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-6663702072579727604?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2008/11/r-e-m.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SQ7jEL8_3qI/AAAAAAAAAOM/tvsv2Gav2l8/s72-c/r.e.m..jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-9137058197051264296</guid><pubDate>Wed, 08 Oct 2008 20:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-02T14:52:56.548-01:00</atom:updated><title>Busca implacável</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SO0XQF1GlOI/AAAAAAAAAN0/aZP-fe-I5PQ/s1600-h/busca+poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254881905421489378" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SO0XQF1GlOI/AAAAAAAAAN0/aZP-fe-I5PQ/s320/busca+poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O diretor Pierre Morel, após estrear em 2006 com o elogiado &lt;em&gt;&lt;strong&gt;District B13&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (também rodado em Paris e também co-escrito por Luc Besson), lança um filme direto ao ponto. Sem frescuras ou trejeitos, lembra o ritmo de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O profissional&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Luc Besson. Pra começar, o maior e indiscutível mérito dos produtores foi o de selecionar o cara certo para o papel ideal: Liam Neeson, do alto de seus 56 anos, está perfeito na pele de Bryan, agente do governo. Agora aposentado, de vez em quando colabora com ex-colegas na segurança de eventos. Paralelamente, procura aproximar-se da filha de 17 anos Kim (Maggie Grace), sem contar com a ajuda da ex-mulher Lenore (a sublime Famke Janssen). Quando na ativa, o trabalho de Bryan era impedir que coisas ruins acontecessem. Mas isso não impede que uma coisa pra lá de ruim aconteça com Kim, a passeio em Paris. Bryan pega o primeiro avião a Paris para tentar resgatá-la. Ação sem firulas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254881905200420130" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SO0XQFAZVSI/AAAAAAAAANs/qkmgqUo1QiM/s320/buscaimplacavel_r.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-9137058197051264296?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2008/10/o-diretor-pierre-morel-aps-estrear-em.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SO0XQF1GlOI/AAAAAAAAAN0/aZP-fe-I5PQ/s72-c/busca+poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-8615400806805554352</guid><pubDate>Tue, 07 Oct 2008 21:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-08T20:59:26.746Z</atom:updated><title>The Cult World Tour, Porto Alegre, 02 de outubro de 2008</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SOvQhfCk2vI/AAAAAAAAANk/lpJHAWTZu94/s1600-h/109287post_foto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254522663944379122" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SOvQhfCk2vI/AAAAAAAAANk/lpJHAWTZu94/s320/109287post_foto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Na última quinta-feira subiu ao palco do Pepsi on Stage em Porto Alegre a banda britânica The Cult. A "formação original" prometida consistia na dupla que constitui a espinha dorsal do Cult: o vocalista Ian Astbury e o guitarrista Billy Duffy. Os outros músicos não constam no cd &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pure Cult&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, que traz as formações mais importantes da banda. Mas o aloirado baixista Chris Wyse, o estranhíssimo guitarrista Mike Dimkich e o discreto (nas atitudes, não na habilidade) baterista John Tempesta não deixaram a peteca cair e fizeram a base sonora para a voz de Astbury e a guitarra de Duffy se destacarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Astbury, que na década de 80 usava uma vasta cabeleira negra e cantava que os seus cabelos eram uma extensão de sua alma, agora naturalmente está com um corte mais comportado. Por isso é um tanto irônico que tenha comentado sobre o cabelo dos porto-alegrenses, segundo ele, dignos de uma convenção de jovens empresários. Mas Astbury falou pouco, cantou muito e tocou bastante pandeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma hora e dez minutos de show pulsante, a banda apresentou canções do novo álbum &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Born into this, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;e sucessos como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Rain&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Wild Flower&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Eddie (Ciao Baby)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Love Removal Machine&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Ao cabo do tempo regulamentar, a banda retornou para um magro, cronometrado mas elétrico bis: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sweet Soul Sister&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e a clássica das clássicas &lt;strong&gt;&lt;em&gt;She Sells Sanctuary&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto: Omar Freitas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-8615400806805554352?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2008/10/cult-world-tour-porto-alegre-02-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SOvQhfCk2vI/AAAAAAAAANk/lpJHAWTZu94/s72-c/109287post_foto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-5140346832514921833</guid><pubDate>Tue, 26 Aug 2008 14:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-19T01:31:36.121-01:00</atom:updated><title>DAVID LYNCH NO FRONTEIRAS DO PENSAMENTO</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SLQT9Q32BJI/AAAAAAAAANc/GilmG4esV0I/s1600-h/005[1].JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238834209760871570" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SLQT9Q32BJI/AAAAAAAAANc/GilmG4esV0I/s320/005%5B1%5D.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;AUTO-AJUDA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Em 10 de agosto de 2008, o diretor de cinema David Lynch esteve em Porto Alegre para a divulgação de seu livro de auto-ajuda &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Catching the Big Fish&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (que no Brasil recebeu o título &lt;em&gt;Em águas profundas&lt;/em&gt;). Quem foi ao auditório da Reitoria da UFRGS esperando palavras sobre cinema saiu decepcionado: noventa por cento do tempo Mr. Lynch teceu elucubrações sobre a importância da meditação e de que como o bem-estar pode ser canalizado para boas coisas, inclusive para fazer obras de arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OUR NATURE IS BLISS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se fosse para resumir o colóquio de Mr. Lynch em uma simples frase, seria “Our nature is bliss!”. O bordão foi repetido várias vezes pelo convicto cineasta, afirmando sua crença em que o ser humano nasceu para ser feliz. A natureza humana, frisou Mr. Lynch, é encantamento e felicidade. Felizes, produzimos mais em todos os sentidos. Sentindo-nos miseráveis e depressivos não conseguimos alcançar nossos objetivos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;PERGUNTAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A palestra de David Lynch foi dada em formato “perguntas e respostas”. Um “host” um tanto deslumbrado e fazendo piadas no mínimo desnecessárias (como aquela sobre Quem matou Laura Palmer) seguiu um protocolo de perguntas-padrão. Teoricamente, o público poderia enviar perguntas, mas o critério de seleção das perguntas do público foi também no mínimo equivocado. Tanto que a última e constrangedora pergunta (novamente a insistência, “O sr. pode nos dizer quem matou Laura Palmer?”) recebeu a única e límpida resposta: “Essa pergunta é absurda”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DONOVAN&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para ajudar David Lynch em sua peregrinação e pregação pró-meditação, acompanha-o mundo afora o bem-sucedido músico dos anos 60, Donovan, que naquela década emplacou vários hits. Assim, a platéia pôde curtir quatro de suas canções, interpretadas ao melhor estilo ‘voz e violão’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AUTÓGRAFOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os tietes de Mr. Lynch após o evento enfileiraram-se no pátio da Reitoria para conseguir um autógrafo do carismático cineasta e artista multimídia, que no momento não trabalha em nenhum projeto na área de cinema. Um dos fãs porto-alegrenses pediu um autógrafo no braço e depois mandou tatuar. Minha irmã contentou-se com a assinatura no livro e um simpático recado verbal: “Take care”. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Foto: Ana Guerra&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-5140346832514921833?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2008/08/david-lynch-no-fronteiras-do-pensamento.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SLQT9Q32BJI/AAAAAAAAANc/GilmG4esV0I/s72-c/005%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-1754427221176769821</guid><pubDate>Tue, 19 Aug 2008 21:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-20T05:41:32.995Z</atom:updated><title>Mangue Negro</title><description>&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SKuitG3IRSI/AAAAAAAAANE/ha3VcUcISm0/s1600-h/mangue.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236457887567988002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SKuitG3IRSI/AAAAAAAAANE/ha3VcUcISm0/s320/mangue.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fantástica realização de Rodrigo Aragão. Nascido em 1977 na comunidade de pescadores do Perocão, em Guarapari, cresceu no meio de muita imaginação e fantasia – o pai era mágico profissional e dono de cinema. Com esse background, nada menos surpreendente que, ao assistir filmes como &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Império Contra-Ataca,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; de George Lucas, e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Uma Noite Alucinante&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de Sam Raimi, o menino ficasse entusiasmado por efeitos especiais e terror. O interesse adolescente estava lá, mas só com muito esforço transformou-se em habilidade para fazer efeitos eficientes e roteiros funcionais. Essa habilidade, desenvolvida e posta em prática nos curtas &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Chupa Cabras&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (2004), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Peixe Podre&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (2005) e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Peixe Podre 2&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (2006), pode agora ser conferida em seu primeiro longa: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mangue Negro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme integrou a mostra de filmes fantásticos de Porto Alegre – o conceituado Fantaspoa – e também teve sessão no Clube do Cinema de Porto Alegre, na presença do realizador.&lt;br /&gt;Antes da sessão, o diretor capixaba disse que o objetivo dele ao fazer o filme era apenas possibilitar momentos de diversão ao público, deixando claro que se tratava de um filme com certo “nicho de mercado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao cabo da película (?) (o filme foi passado em dvd) a platéia estupefata pôde tecer considerações e críticas, tirar dúvidas e fazer perguntas. Uma dessas perguntas envolveu justamente o comentário de antes da sessão: qual a relação entre diversão e horror? O que há de divertido em colocar os herói&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SKul-741jxI/AAAAAAAAANM/zl3E-QlNeV0/s1600-h/mangue1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236461492394888978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SKul-741jxI/AAAAAAAAANM/zl3E-QlNeV0/s320/mangue1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;s do filme na madrugada no meio de um mangue cheio de zumbis esfomeados e alucinados? A resposta concisa: o horror, para Rodrigo Aragão, é algo intrinsecamente divertido. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O custo do filme? Estarrecedoramente baixo para a qualidade do produto final: 60 mil reais, levantados com um empreendedor privado após assistir a 15 minutos do filme produzidos com sacrifício do elenco e da equipe, pagando  despesas de transporte com dinheiro do próprio bolso. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Com simpatia, Aragão respondeu a todos, inclusive a mim, que perguntei o que diacho era um caramuru. Na minha ignorância de gaúcho, não sabia o nome dessa espécie de moréia do manguezal, de carne não muito apreciada, mencionada no filme. E como essa há outras referências bem regionais que dão a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mangue Negro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; sua autenticidade e visceralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vísceras, aliás, não faltam. Nem sangue de mentira. Nada menos que setecentos litros de sangue (cuja receita inclui até chocolate) foram gastos nas filmagens, inteiramente realizadas no quintal da casa de Rodrigo - onde ele construiu com madeiras velhas os barracos que serviram de cenário e por onde passa o principal astro do filme: o mangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo na primeira cena o espectador é apresentado ao bizarro meio em que as ações ocorrem. Uma câmera meio Peter Jackson-meio Sam Raimi aproxima-se depressa de um bote e enquadra o rosto de Agenor dos Santos (Markus Conká), um pescador contador de causos que percorre lentamente o mangue em busca de um pesqueiro, na companhia do colega remador. A tomada tem grande eficácia para incitar a curiosidade, criar a atmosfera de suspense e introduzir as personagens.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SKumimkm8sI/AAAAAAAAANU/TzZC8omFsWk/s1600-h/mangue2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236462105148191426" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SKumimkm8sI/AAAAAAAAANU/TzZC8omFsWk/s320/mangue2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Batista (Reginaldo Secundo) enterra as mãos na lama à cata de caranguejos cada vez mais escassos. A brejeira Raquel (Kika de Oliveira) lava roupas na beira do mangue para ajudar a mãe, presa a uma cama e deficiente visual. O tímido Luís (Valderrama dos Santos) ensaia uma declaração de amor. O asqueroso Valdê (Ricardo Araújo), pai de Raquel, recebe a visita do asqueroso atravessador (Antônio Lâmego), que, enquanto espera um lote de caranguejos asquerosos, dá em cima de Raquel, para desespero de Luís.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, quando o mundo enlouquece e seres desvairados e esfaimados despertam do fundo do manguezal, Luís é obrigado a adiar os momentos idílicos e a se preocupar com o essencial: salvar a pele (e a carne) da amada (e a sua também). Em meio à gosma e ao sangue, Luís maneja a machadinha com perícia, tentando repelir o ataque irresistível dos zumbis à cabana. Quando a doce carne de Raquel é dilacerada por dentes infectos, a única chance passa a ser a preta velha Dona Benedita (André Lobo), que aconselha Luís a (em plena madrugada e no mangue infestado de mortos-vivos) pescar um baiacú, cujo fel pode salvar Raquel. A preta velha é importante e bem interpretada, além de emprestar certo misticismo ao filme, mas o ritmo cai nessa parte. Aliás, no final, a única crítica feita pelos cineclubistas foi que o filme poderia ser um pouco mais curto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesclando crítica ecológica e humor negro, fotografia dark e tomadas eficazes, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mangue Negro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é um clássico do horror tupiniquim. A versatilidade do diretor lembra a de outro criador de efeitos especiais: Tom Savini, o responsável pelos efeitos dos filmes de George Romero. Com a diferença que Savini só estreou na direção em 1990, no remake de&lt;em&gt;&lt;strong&gt; A noite dos mortos vivos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. O Tom Savini brasileiro logo na estréia dirige, cria efeitos especiais e roteiriza. Com a pretensão apenas de divertir, mas despretensão não torna um filme bom. Talento, sim. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-1754427221176769821?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2008/08/mangue-negro.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SKuitG3IRSI/AAAAAAAAANE/ha3VcUcISm0/s72-c/mangue.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-6033893493898335277</guid><pubDate>Sat, 19 Jul 2008 23:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-23T11:49:04.248Z</atom:updated><title>O Cavaleiro das Trevas</title><description>Christopher Nolan despontou com seu segundo filme, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Amnésia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Memento), prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Sundance, em 2000. Antes filmara &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Following &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(1999). Com forte tendência de focalizar o interesse de seus filmes mais na edição do que em outros fundamentos como algo a contar (faça uma simples experiência: alugue &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Amnésia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e selecione o extra em que o filme passa na ordem cronológica dos eventos), de modo curioso Nolan viu-se alçado à condição cômoda de novo queridinho da crítica. A partir daí, teve carreira meteórica: fez o sonolento &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Insônia &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(2002), com cenas patéticas de perseguição protagonizadas por um obeso Robin Williams e um quase ancião Al Pacino. Apesar disso, seus filmes iniciais demonstraram certa originalidade só percebida em cineastas promissores. Mas, tendo apenas 3 filmes no currículo, foi comprado pelo sistema. Escalado para dirigir a nova série de filmes do Batman, passou a dedicar-se quase que exclusivamente à franquia (a exceção foi a pausa para realizar &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Grande Truque&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; - &lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Prestige&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, 2005, com Hugh Jackman). Então, o que poderia se tornar uma carreira inventiva, inovadora e imagi&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_vFFea2DNdjk/SIJ165wqhpI/AAAAAAAAAM8/B8m834cef6c/s1600-h/batman2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224868172500993682" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vFFea2DNdjk/SIJ165wqhpI/AAAAAAAAAM8/B8m834cef6c/s320/batman2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;nativa passou a ser mero exercício de competência e aprimoramento.&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Batman Begins&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (2005), e também agora com &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Cavaleiro das Trevas,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Nolan não decepcionou os fãs dos primeiros filmes, além de agradar aos endinheirados produtores que o contrataram. E, é claro, agradou também a crítica. Seria Nolan uma pessoa com o poder de agradar a atenienses e espartanos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que o poder corrompe. E no caso de Nolan esse poder aparece em minutos a mais de película. Senão, vejamos:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Following&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (1999) = 1 hora e 10 minutos;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Memento&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (2000) = 1 hora e 56 minutos;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Insomnia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (2002) = 1 hora e 58 minutos;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Batman Begins&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (2005) = 2 horas e 20 minutos;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Prestige&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (2006) = 2 horas e 15 minutos;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Dark Knight&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (2008) = 2 horas e 32 minutos.&lt;br /&gt;Como é fácil de observar, os filmes mais recentes de Nolan tem metragem mais extensa. Tudo isso para dizer que &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Cavaleiro das Trevas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; seria um ótimo filme caso tivesse menos duração.&lt;br /&gt;Se Nolan não tivesse tido a ânsia de contar muitas histórias num filme só, teria realizado um filme melhor - mas ninguém em sã consciência poderia dizer que "não ficou bom". Apenas quero dizer que a parte final é excessiva. Como prova disso, dou o testemunho de ter cochilado na parte daquela função dos barcos.&lt;br /&gt;Quanto à atuação de Heath Ledger, é algo de memorável e surpreendente. Falar mais do que isso seria correr o risco de cometer clichês e ser... excessivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-6033893493898335277?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2008/07/o-cavaleiro-das-trevas.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_vFFea2DNdjk/SIJ165wqhpI/AAAAAAAAAM8/B8m834cef6c/s72-c/batman2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-5802651870887192619</guid><pubDate>Sat, 12 Jul 2008 21:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-13T15:15:30.564Z</atom:updated><title>O escafandro e a borboleta</title><description>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vFFea2DNdjk/SHoVPbWDjyI/AAAAAAAAAMk/CIOmaaFOCsA/s1600-h/divingbell2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222510072671997730" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="211" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vFFea2DNdjk/SHoVPbWDjyI/AAAAAAAAAMk/CIOmaaFOCsA/s320/divingbell2.jpg" width="306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Estudo de Julian Schnabel sobre a necessidade humana de comunicar pensamentos de forma articulada. Podendo mover apenas um olho, Mathieu Amalric interpreta Jean-Dominique Bauby, redator de uma revista de moda que, aos quarenta e dois anos, tem um acidente vascular cerebral. O filme focaliza as sensações de Bauby no hospital, ao perceber sua situação desesperadora (compreende tudo o que se passa &lt;a href="http://bp0.blogger.com/_vFFea2DNdjk/SHoUbeW3RmI/AAAAAAAAAMc/O9tow7p0aIU/s1600-h/divingbell.jpg"&gt;&lt;/a&gt;mas só consegue mover o olho esq&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_vFFea2DNdjk/SHoZFXt8mMI/AAAAAAAAAMs/IcfxQ0qqaZM/s1600-h/divingbell.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222514297946282178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vFFea2DNdjk/SHoZFXt8mMI/AAAAAAAAAMs/IcfxQ0qqaZM/s320/divingbell.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;uerdo). Por exemplo, numa cena de puro terror, Jean-Do vê o seu olho direito sendo costurado por decisão do médico-chefe Dr. Lepage (Patrick Chesnais). Com a pertinácia da fonoaudióloga, Bauby aos poucos começa a expor o que pensa. Primeiro, piscando uma vez para dizer "sim" e duas vezes para dizer "não". Mais tarde, ao ver repetida uma seqüência das letras do alfabeto (a partir da letra de uso mais freqüente até a menos freqüente), piscando letra a letra para formar palavras e frases. O método, apesar de demorado, seria otimizado pelo treino e renderia - com a colaboração exaustiva de Claude (Anne Consigny) - um livr&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_vFFea2DNdjk/SHkoCc1x7mI/AAAAAAAAAMM/NGKqv1wyT8M/s1600-h/anne_consigny1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222249265479413346" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 290px; CURSOR: hand; HEIGHT: 212px" height="212" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vFFea2DNdjk/SHkoCc1x7mI/AAAAAAAAAMM/NGKqv1wyT8M/s320/anne_consigny1.jpg" width="309" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;o aclamado pela crítica. Entremeadas ao drama da recuperação atual, cenas ajudam a montar o passado da personagem, sua agitada vida profissional, seu relacionamento com o pai Papinou (Max von Sydow), o amor pelos filhos, a relação contraditória com a ex-mulher Celine e a paixão pela namorada Inès (Agatha de la Fontaine). São inúmeros os momentos tocantes do filme, mas gostaria de mencionar um: quando Inès liga ao hospital e a ex-mulher Celine (encarnada de modo inesquecível por Emanuelle Seigner) precisa intermediar a conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-5802651870887192619?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2008/07/o-escafandro-e-borboleta.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_vFFea2DNdjk/SHoVPbWDjyI/AAAAAAAAAMk/CIOmaaFOCsA/s72-c/divingbell2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-34805730792449134</guid><pubDate>Sat, 05 Jul 2008 17:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-05T18:49:35.853Z</atom:updated><title>WALL-E</title><description>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_vFFea2DNdjk/SG-_5oFYamI/AAAAAAAAAME/7PfUGeyhv0I/s1600-h/walle7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219601489879132770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vFFea2DNdjk/SG-_5oFYamI/AAAAAAAAAME/7PfUGeyhv0I/s320/walle7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Filho, com teus 9 meses, tu é muito novinho para ir ao cinema. Mesmo assim, estou tentando convencer tua mãe a participar dessa aventura. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Wall-E é um robozinho solitário e incansável, um dos únicos habitantes do planeta Terra, fabricado para coletar o lixo, esmagá-lo em pequenos cubos e fazer pilhas gigantescas de resíduos. A propósito, Wall-E é uma sigla em inglês (&lt;strong&gt;Waste Allocation Load Lifter - Earth Class&lt;/strong&gt;), que significa algo como "Carregador e Transportador de Resíduos - Classe Terrestre". Indiferente à sua quase total solitude, Wall-E faz o que está programado a fazer. Mas está na cara que ele é um robozinho int&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_vFFea2DNdjk/SG-xXyrvPfI/AAAAAAAAAL8/IYemU561h5w/s1600-h/walle10.jpg"&gt;&lt;/a&gt;eligente e sensível. Misto de obediência robótica e inteligência artificial, tem como único amiguinho uma barata, e como seu único momento de lazer assistir ao musical de Gene Kelly, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Hello, Dolly&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (1969). Faz isso sempre que chega em casa - o container em que descansa depois do longo dia de trabalho. No seu cantinho, coleciona um monte de tralhas que vai achando durante o dia e que acha interessante. Mas por que Wall-E mora quase só na imensa Terra? É que os terráqueos, devido à poluição, tiveram de abandonar o planeta. Agora agora moram numa estação espacial numa galáxia próxima. Na rotina de Wall-E, também está o convívio com estranhas, freqüentes e ruidosas movimentações vindas da atmosfera. Um dia, Wall-E vai descobrir do que se trata, e conhecer uma robozinha que vai mudar sua vida. Não te preocupa, não vou contar toda a história pra ti. Acho que as&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_vFFea2DNdjk/SG-xQylrlLI/AAAAAAAAAL0/kH3k2d0QOFg/s1600-h/walle1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219585395161535666" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 287px; CURSOR: hand; HEIGHT: 286px" height="286" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vFFea2DNdjk/SG-xQylrlLI/AAAAAAAAAL0/kH3k2d0QOFg/s320/walle1.jpg" width="320" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;sim tu já pode ter uma idéia. O diretor do filme (a pessoa que toma as decisões mais importantes, planeja as tomadas e escolhe os movimentos da câmera) é Andrew Stanton, o mesmo de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Procurando Nemo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Wall-E&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é um alerta não apenas para a tua geração, mas para toda a humanidade cuidar melhor desse tênue ponto azul chamado Terra. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-34805730792449134?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2008/07/wall-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_vFFea2DNdjk/SG-_5oFYamI/AAAAAAAAAME/7PfUGeyhv0I/s72-c/walle7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-7054401269885059285</guid><pubDate>Fri, 27 Jun 2008 12:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-27T13:18:02.106Z</atom:updated><title>Antes que o diabo saiba que você está morto</title><description>O legendário Sidney Lumet (nascido em 25 de junho de 1924) traz a lume &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SGTb4nh_GiI/AAAAAAAAALk/Bv6P7558zoE/s1600-h/devil1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216536034132564514" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SGTb4nh_GiI/AAAAAAAAALk/Bv6P7558zoE/s320/devil1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; um aterrador estudo sobre a corrupção moral e ética de membros de uma família de classe média alta. Com cinqüenta filmes no currículo, entre eles &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Doze Homens e uma Sentença &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(1957), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Serpico&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (1973), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Assassinato no Expresso Oriente&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (1974), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Um Dia de Cão&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (1975), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Rede de Intrigas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (1976) e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Veredito&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (1982), Lumet ganhou fama como "diretor de atores", ou seja, o tipo de cineasta que costuma fazer ensaios das cenas (nas décadas de 50 e 60 dirigiu teatro na Broadway) e extrair do elenco atuações iluminadas. Ethan Hawke está frágil e manipulável como Hank, o irmão mais novo do maquiavélico Andy (Philip Seymour Hoffman). Apesar de pertencerem a uma "boa família" e de terem crescido como satélites de um pai bem sucedido nos negócios, os dois mancebos chegam na maturidade quebrados e desesperados por dinheiro. Andy concebe um plano perfeito: roubar uma pequena joalheria cuja atendente é uma senhora de idade e lucrar com o roubo a bagatela de 600 mil dólares, entre o caixa e as jóias. Com um pequeno detalhe: a joalheria pertence a Charles (Albert Finney), ninguém menos que o pai deles. Outro detalhe sórdido (?) desta sórdida história tem a ver com Gina (Marisa Tomei), esposa de Andy e amante de Hank. É legal lembrar que as lúcidas películas de Lumet continuam iluminando a arte dos irmãos Lumière - como é legal perceber que o corpo de Marisa Tomei continua perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha cabeça este filme faz intertexto com a canção abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pace is the trick&lt;/strong&gt; (Interpol)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;You can't hold it too tight&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;These matters of security&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;You don't have to be wound so tight&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Smoking on the balcony&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But it's like sleaze in the park&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;You women you have no self-control,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;We angels remark outside&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;You are known for insatiable needs&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I don't know a thing&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I've seen love&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And I follow the speed in the starlight&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I've seen love&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And I follow the speed in the starswept night&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Yeah pace is the trick&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And to all the destruction in man&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Well I see you as you take your pride, my lioness &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Your defences seem wise I cannot press&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And attentions at demise, my lioness&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Can't you hurt it some, think I hurt it&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I've seen love and I follow the speed in the starlight&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I've seen love&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And I follow the speed in the starswept night&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And now I select you, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Slow now I let you&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;See how I stun, see how I stun&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Now I select you, slow now I bet you&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;See how I stun, see how I stun&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;and to all the destruction in man&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;and to all the corruption in my hand...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And now I select you, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Slow now I let you see how I stun, see how I stun &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Now I select you, slow now I bet you see how I stun, see how I stun&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Now I select you, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Slow now I let you, see how I stun, see how I stun &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Now I select you, slow now I let you &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I always follow the speed in the starswept night...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;You don't hold a candle&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-7054401269885059285?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2008/06/antes-que-o-diabo-saiba-que-voc-est.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SGTb4nh_GiI/AAAAAAAAALk/Bv6P7558zoE/s72-c/devil1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-7089623656118974070</guid><pubDate>Sun, 22 Jun 2008 00:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-22T02:33:13.001Z</atom:updated><title>Chega de saudade</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SF2vLkuNpII/AAAAAAAAALU/E1hDC24VVfo/s1600-h/chega+de+saudade[1].JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Filme conceitual de Laís Bodanzky, o segundo da cineasta de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Bicho de sete cabeças. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Diferentemente de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O baile&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (1983),&lt;strong&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;de Ettore Scola, que por meio da música e das memórias das personagens de um salão de baile retoma 60 anos de história da França, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Chega de saudade &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;(2008), bem menos pretensioso, conta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;apenas a história de um baile. Neste democrático salão paulista, dançam pessoas de todas as idades, cores e credos. Desde o malevolente Eudes (Stepan Nercessian), que dá em cima de Marici (Cássia Kiss), mas tira para dançar Bel (Maria Flor), namorada do&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SF2vU_owYTI/AAAAAAAAALc/Sy832X7UceU/s1600-h/chega-de-saudade06[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214516718779523378" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SF2vU_owYTI/AAAAAAAAALc/Sy832X7UceU/s320/chega-de-saudade06%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; DJ Marquinhos (Paulo Vilhena), colega de trabalho do garçom Gilson (Marcos Cesana), conselheiro do viúvo Álvaro (Leonardo Villar), que briga com a também viúva Alice (Tonia Carrero), que dança com o argentino Hugo (Raul Bordale), que protagoniza cenas tórridas com a fogosa Rita (Clarisse Abujamra), até a triste Elza (Betty Faria), que inutilmente tenta atrair atenção dos coroas. Uma cornucópia de personagens que flutua num salão onde tudo pode acontecer. Entre blecautes e cenas de ciúmes, embalado por som ao vivo ou "mecânico", o baile progride e revela a essência de cada personagem. Uma boa (e dançante) surpresa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-7089623656118974070?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2008/06/chega-de-saudade.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SF2vU_owYTI/AAAAAAAAALc/Sy832X7UceU/s72-c/chega-de-saudade06%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-19817138.post-557229980785952775</guid><pubDate>Mon, 16 Jun 2008 00:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-16T22:06:01.884Z</atom:updated><title>O Incrível Hulk</title><description>Começo a achar que sou "do contra". Quando "crítica" e "fãs" decepcionaram-se com &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Hulk (2003),&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; publiquei texto intitulado &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Hulk, King Kong e o Lobisomem (&lt;a href="http://olharcinefilo.weblogger.terra.com.br/200306_olharcinefilo_arquivo.htm"&gt;http://olharcinefilo.weblogger.terra.com.br/200306_olharcinefilo_arquivo.htm&lt;/a&gt;)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;div&gt;elogiando o trabalho de Ang Lee. Portanto, se supostamente este &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Incrível Hulk (2008) &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;foi feito no intuito de desfazer a i&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SFWzev1h36I/AAAAAAAAALE/wC3jjO2zGEY/s1600-h/liv_tyler2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212269484569649058" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SFWzev1h36I/AAAAAAAAALE/wC3jjO2zGEY/s320/liv_tyler2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;mpressão do primeiro, no meu caso essa tese não se aplica. O francês Louis Leterrier, o diretor do novo filme (que tem no currículo&lt;strong&gt;&lt;em&gt; Cão de Briga &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;Unleashed&lt;/em&gt;, 2005 - e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Carga Explosiva 2&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; - &lt;em&gt;Transporter 2&lt;/em&gt;, 2005), prefere um discurso humilde e conciliador. Em entrevista recente ao jornal Folha de São Paulo, comenta sobre as reações ao primeiro &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Hulk&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: "&lt;em&gt;É engraçada a reação ao filme de Ang Lee. Os fãs mais radicais odiaram de verdade, mas alguns gostaram por seu valor cinematográfico. Esse foi o desafio, fazer algo suficientemente diferente para agradar aos fãs, mas não irritar quem gostou do filme de Ang. Tentei fazer um complemento à obra dele&lt;/em&gt;". O diretor Louis Leterrier alcançou o objetivo: o novo Hulk não desagrada as pessoas que gostaram do primeiro (entre outros, pessoas que admiram o trabalho de Ang Lee como diretor e o trabalho de Jennifer Connelly como atriz). E, ao buscar as raízes da personagem nas HQs e na série televisiva, procura satisfazer e renovar os fãs do anti-herói esverdeado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Segundo Stan Lee, o criador da personagem, Hulk é um misto da criatura de Victor Frankenstein (concepção de Mary Shelley, no livro&lt;em&gt; &lt;strong&gt;Frankenstein&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de 1818) e Mr. Hyde, a face monstruosa do Dr. Jekyll (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Médico e o Monstro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, 1886, de Louis Robert Stevenson). Fã de aliterações (vide Peter Parker), Stan Lee deu ao cientista nome e sobrenome com a mesma letra: Bruce Banner. Interpretado por Bill Bixby (mais aliterações!) na série televisiva dos anos 70 e por Eric Bana em 2003, agora Banner é vivido por Edward Norton (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;As Duas Faces de um Crime&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, 1996; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Clube da Luta&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, 1999). O papel de Jennifer Connelly, Betty Ross, agora é de Liv Tyler. O general Ross é encarnado por ninguém menos que o oscarizado William Hurt. O ator inglês Tim Roth é o militar Emil Blonsky, que depois se transforma na Abominação. Curiosidade: o fisiculturista Lou Ferrigno, que pintado de verde fazia o Hulk da TV, faz a voz do Hulk 2008, além de uma ponta como o segurança que aceita uma pizza como propina. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O roteiro nos leva ao Rio de Janeiro, na Favela da Rocinha (na verdade as cenas foram filmadas na favela Tavares Bastos, com tomadas aéreas da Rocinha), onde Bruce Banner trabalha numa antiga indústria de bebidas. Aqui, um parênteses nacionalista. É constrangedor o modo que os "brasileiros" do filme falam português. Arrevesado, enrolado e totalmente fora do vernáculo. Segundo o diretor Louis Leterrier explicou-se à Folha, ficaria muito "caro" contratar atores brasileiros para filmar no Canadá (onde a maioria das cenas foi realizada). Daí, nós brasileiros somos obrigados a tolerar este tipo de coisa. Diga-se de passagem, os dois únicos atores genuinamente brasileiros do elenco enriquecem esta fase do filme: a brejeira Débora Nascimento, colega de Banner na fábrica, e o convincente Rickson Gracie, instrutor de artes marciais que ensina Banner a dominar a respiração e a adrenalina. Banner está no Brasil atrás de uma flor que pode servir como antídoto para a sua condição (de se transformar num monstro poderoso e incontrolável quando sente muita raiva, medo ou emoções fortes). Pela Internet, Banner mantém contato e recebe dicas de um misterioso cientista, Mr. Blue (Tim Blake Nelson). Mas o incansável General Ross (Hurt) está no encalço de Banner, a fim de transformá-lo numa cobaia-modelo para um super-soldado. Para a missão de capturá-lo no Brasil, contrata o veterano Emil Blonsky (Roth, não o Celso). &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SFWznIXLduI/AAAAAAAAALM/jgxB-2GJjdY/s1600-h/theincrediblehulk_green1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212269628592191202" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SFWznIXLduI/AAAAAAAAALM/jgxB-2GJjdY/s320/theincrediblehulk_green1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quando a missão gringa chega ao Brasil atrás de Banner, começa a ação, a perseguição - e os crimes contra a geografia. Não é à toa que o povo americano não entende patavinas de geografia. Hulk foge do Rio e Banner acorda na Guatemala! Tudo bem que ele se locomove com pulos quilométricos, mas não precisavam exagerar tanto. Podia ter feito uma paradinha na Venezuela, ou até mesmo no Panamá. Da Guatemala ao México e do México aos Estados Unidos, Banner vai atrás dos dados que podem lhe ajudar a alcançar a cura. Leterrier capricha na agilidade da câmera, mas seu &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Incrível Hulk &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;perde para o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Hulk&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de Ang Lee.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19817138-557229980785952775?l=olharcinefilo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://olharcinefilo.blogspot.com/2008/06/o-incrvel-hulk.html</link><author>noreply@blogger.com (Ique)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vFFea2DNdjk/SFWzev1h36I/AAAAAAAAALE/wC3jjO2zGEY/s72-c/liv_tyler2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item></channel></rss>