Thursday, August 10, 2017

A Bandinha no Teatro do SESC - Carazinho - RS

Rosivaldo Cordeiro, virtuose das cordas radicado na França

O projeto Sonora Brasil, circuito 2017/2018, trouxe a Carazinho a banda formada por oito músicos amazonenses.


Banjo open-back e cavaquinho

De formação eclética, A Bandinha inclui militares reformados, maestros, professores universitários, músicos de renome e também um estudante (Paulo Dias, no trompete), cujo Trabalho de Conclusão de Curso terá como tema A Bandinha e a sua trajetória, incluindo a turnê dentro do projeto do SESC.



Maestro e flautista Cláudio Abrantes

O ingresso foi um kg de alimento não perecível.


No clarinete, o polonês Vadim Ivanov, radicado em Manaus

A nossa família compareceu inteira, apenas o pequeno de 5 anos, que havia acordado muito cedo, capotou antes mesmo de ouvir a percussão, que só começou a funcionar na terceira música do repertório.

Paulo Dias no trompete



A propósito, o setlist seguiu uma ordem cronológica e mostrou a evolução das composições, desde as quadrilhas do século XIX, com influências europeias e cinco movimentos, até o surgimento do xote, do choro e da lambada.



Jonaci Barros no saxofone

Carlos Alexandre no sousafone

Mas, diga-se de passagem, o caçula prestou bastante atenção no começo, tanto que cochichou para mim, apontando para o percussionista:

"Por que aquele não está cantando (sic)?".



O percussionista Ronalto Alves e Rosivaldo Cordeiro

Antes de cada música, o flautista Cláudio Abrantes e o especialista em instrumentos de corda (banjo, cavaquinho) Rosivaldo Cordeiro contextualizavam o compositor e a peça a serem executados.



A Bandinha executou dez peças formando um panorama histórico

Muito curiosa a história da verdadeira "lambada", surgida com a mescla de influências das fronteiras amazonenses com a Colômbia e o Peru.


Rodrigo Nunes no bombardino

Além dos três musicistas já citados, completam A Bandinha: Jonaci Barros (saxofone), Vadim Ivanov (clarinete), Rodrigo Nunes (bombardino), Carlos Alexandre (tuba ou sousafone) e Ronalto Alves (percussão).


Obrigado, SESC, obrigado, Bandinha!


Carlos Alexandre, sua incrível tuba
e o menino Félix com o CD "Jonaci e seu sax, na arte do Beiradão"



Tuesday, August 01, 2017

Em ritmo de fuga


Baby Driver, de Edgar Wright, é a antítese de Dunkirk. Os personagens têm nome (ou codinome) e  outros sentimentos além daqueles motivados por instinto de sobrevivência, patriotismo e orgulho.

É um filme simples sobre a importância da música, da audição e do amor.

Também os realizadores não poderiam ser mais díspares: Edgar Wright é o despretensioso e bem-humorado responsável por filmes de orçamento relativamente baixo, à exceção deste Baby Driver, que conta com um elenco de atores mais conhecidos e até oscarizados, como Jamie Foxx e Kevin Spacey.

O roteiro do próprio Wright faz o espectador criar empatia com o protagonista. Ele se autodenomina Baby, e é um jovem com cicatrizes no rosto que sofre de um problema auditivo, um zumbido que não cessa. Por isso, escuta constantemente músicas em fones auriculares.

O background do personagem é contando em flashbacks, que mostram o relacionamento conturbado dos pais e o acidente que deixou o então menino com as sequelas físicas mencionadas. As sequelas
psicológicas? Essas, jamais cicatrizam.



O trabalho que Baby executa é dirigir. E no mundo da superespecialização, Baby tem a sua especialidade: dirigir carros em fuga para quadrilhas de assalto a banco. 

Seu destino está inexoravelmente atrelado a Doc (Kevin Spacey), um figurão do mundo do crime que alicia Baby para fazer seus trabalhos sujos. Mas Baby está prestes a ficar quites com ele, e, assim, talvez libertar-se do jugo deste mafioso/fora-da-lei.

Nesse meio-tempo, Baby se apaixona pela garçonete Debora (Lily James), que inevitavelmente será envolvida no submundo.

Mas felizmente o casal de pombinhos não pretende ser uma nova versão de Bonnie & Clyde, nem dos doidos desvairados de Assassinos por natureza.



Ao contrário: Baby (Ansel Elgort) é um gentleman, um estranho no ninho com o coração selvagem. Não gosta de homicídios e se dedica a cuidar de Joseph, o seu tutor surdo e paralítico.

Após sua trilogia de sangue e sorvete (Todo mundo quase morto, Chumbo grosso e Heróis de ressaca), o diretor Edgar Wright começa uma ascensão irresistível aos blockbusters...

Espera-se que ele não deixe isso lhe subir à cabeça.