Saturday, October 21, 2017

Blade Runner 2049


A cena inicial de Blade Runner 2049, do diretor Denis Villeneuve, remete à cena inicial de Blade Runner (1982), do diretor Ridley Scott. No cult de 1982, a tela mostra em close um olho aberto, no qual se reflete o caótico cenário futurístico em que androides precisam ser caçados. Na abertura da continuação, que tem Scott como produtor, e Ryan Gosling como protagonista, o diretor canadense Denis Villeneuve amarra os dois filmes separados por três décadas e meia. 




Outro ponto de ligação entre os dois filmes é o roteirista Hampton Fancher, coautor do roteiro do primeiro e também da continuação.

Junto com Harrison Ford, o roteirista é uma espécie de elo perdido com o clássico cult de 1982. Ele colaborou com Ridley Scott em 1982 e agora com Denis Villeneuve em 2017. Se existe uma forte coesão atmosférica nas duas obras a sua participação não pode ser subestimada.






Apesar das críticas positivas e da avidez dos fãs de Blade Runner, o filme não está indo bem nas bilheterias como se imaginava.

Seja como for, Denis Villeneuve fez de Blade Runner 2049 um filme em que a arte está quase sempre em primeiro plano. (Diga-se de passagem, algo que o Darren Aronofsky, de um modo bastante arriscado, também tentou fazer em mãe!.) 

Os produtores não economizaram no orçamento e deram liberdade criativa a um cineasta autoral, Denis Villeneuve. Ao que consta, quem assiste ao filme está vendo a "Director's Cut", diferentemente do primeiro, que Scott relançou 25 anos depois, remasterizado e abrindo margens para outras interpretações.


O relativo fracasso comercial de Blade Runner  2049 levanta questionamentos sobre sua metragem extensa e a falta de apelo às novas gerações, que não assistiram, nem querem assistir, ao primeiro filme.




A trilha de Vangelis, que pontua todo o primeiro filme, aparece sampleada em alguns pontos-chave da continuação. Principalmente, na cena mais bela. Não vou entrar em detalhes para que esse comentário não se torne um spoiler.

Alguém poderia considerar essa decisão um tanto manipuladora por parte dos realizadores, ou seja, querer direcionar a emoção do público, utilizando melodias que evocam uma cena, e, por conseguinte, as emoções suscitadas ao ver aquela cena.

Mas, afinal de contas, por que a gente vai ao cinema, se não é para se emocionar?

Para sentir o sangue pulsando nas veias?
As lágrimas enchendo os olhos?




Living in another world

Um dos videoclipes clássicos dos anos 80.
Uma das canções mais marcantes da década.

Sunday, October 15, 2017

Mãe!


Às vezes, é bom ir ao cinema sabendo pouco sobre o filme que vamos ver.

Foi assim que entrei hoje na sessão de Mãe!, o mais recente trabalho do diretor Darren Aronofsky.

Basicamente, era essa a informação que eu dispunha. 

Isso que eu sabia de antemão.

Não que isso não seja uma informação valiosa. 

Afinal de contas, eu já estava de certa forma prevenido em relação ao que podia esperar.

Trata-se de um dos últimos rebeldes da indústria, um sujeito que gosta de brincar com fogo, que tem uma predileção bastante inquietante por deixar a plateia "fora da zona de conforto".

Posto isso, tentando evitar os famigerados spoilers, vou tecer algumas argumentações sobre a obra.

Em primeiro lugar, já vou declarar: não há nada de "cool" em Mãe!.

Trocando em miúdos, não há uma fala que será repetida por uma legião de cultuadores. 

Não há um momento espirituoso a ser eternamente lembrado. 

Não há uma cena especialmente inesquecível.

Decididamente, à parte o fato de David Lynch também ser considerado um cineasta de difícil, digamos, deglutição, Mãe! não está fadado a se tornar um Coração Selvagem da vida.

Se Mãe! não tem potencial para se tornar cult, qual é, então, o público-alvo de Mãe!?

Absolutamente não é o grande público. 

Se fizessem uma enquete do tipo gostei/não gostei hoje após a sessão, 99% das pessoas cravariam um "não gostei". 

Uma pessoa atrás de mim, quando o filme acabou, e apareceu na tela Written and Directed By Darren Aronofsky, comentou: "Deviam (sic) prender este homem".

Outros gatos pingados abandonaram a sessão antes do final, talvez incomodados com o rótulo de "Suspense" com que o filme está sendo vendido. 

Então, a constatação deveras esquisita: 

Mãe! é um filme sem público-alvo!

Por que alguém realiza um filme sem público-alvo?




O público-alvo, por acaso, seriam os supostos fãs do diretor?

Será que ele pensa que tem tantos fãs assim?

Ou será que Mãe! é o protótipo de um novo tipo de filme, o antifilme, que se concretiza sem público?

Um antifilme seria apenas a demonstração de poder de uma pessoa. 

É uma espécie de "quero fazer, posso fazer, vou fazer". 

Não quero agradar a ninguém, não quero ser compreendido.

Um ator oscarizado (Javier Bardem). 

Uma atriz oscarizada (Jennifer Lawrence).

Um casal de coadjuvantes de primeira linha (Ed Harris e Michelle Pfeiffer).

Todos se esforçam ao máximo para transmitir verossimilhança ao roteiro intrigante, mas também um tanto exasperante, com pouco ou nenhum alívio cômico. Um roteiro que uma hora parece que vai enveredar por algo meio à Edgar Allan Poe, sem se preocupar depois em amarrar o fio solto?

E o que dizer da pia que não está chumbada? Será que nesse detalhe está a chave de tudo?

Mas deixa para lá, eu havia prometido que tentaria evitar spoilers exagerados. 

Então, acho que o post precisa ser encerrado aqui, prematuramente.

Claro, eu poderia continuar falando sobre este filme durante alguns parágrafos, ou durante horas, com alguém que conheça a trajetória de Aronofsky.

Mas não é minha intenção tecer uma tese, defender um ponto de vista com um texto coerente e demonstrando muito domínio sobre a arte do cinema e a arte de escrever resenhas.

Seria mais algo como um despretensioso intercâmbio de impressões, do tipo:

 "Uma hora eu tive a sensação de que tudo aquilo era uma encenação apenas, uma espécie de plano maquiavélico e mirabolante do marido". 

"É um filme inquietante, me tirou da zona de conforto, mas em nenhum momento me passou verossimilhança".

Ou talvez algo mais intelectual, para impressionar o(a) interlocutor(a), como 

"É um poderoso estudo sobre o egoísmo e a invasão de privacidade do mundo atual". 

Ou coisa do gênero. 

Ao que o(a) interlocutor(a) perspicazmente poderia retrucar: 

"O roteiro é um tanto desconexo, e em certos momentos beira a fronteira entre o pesadelo e um pastiche de uma série de filmes: A casa monstro, O bebê de Rosemary de Polanski e O anjo exterminador de Buñuel."

Enfim.

Será que, desta vez (ou novamente), 

Aronofsky teria exagerado um pouco? 

Não sei afirmar. 

Sei que, por enquanto, não tenho vontade de 

rever Mãe!.

Por enquanto.



EXTENDED VERSION


Após publicar este post, continuei minhas pesquisas sobre o filme.

Não recomendo que entrem nestes links se ainda pretendem assistir a Mother!

Seria algo como um "engov" para quem está tentando digerir aquelas cenas.


Nesta entrevista, e também nesta, o diretor cita algumas curiosidades sobre a gravação, o talento de Jennifer Lawrence e algumas das alegorias do filme.


Já este artigo demonstra que o público em geral não considerou que o filme preencheu as expectativas que foram vendidas pelo marketing.

A Paramount, que patrocinou o projeto, explica que resolveu bancar o projeto porque o cinema precisa de originalidade, de obras que desafiem e provoquem o público.

Por fim, li algumas críticas bastante negativas e outras bastante positivas, todas bem fundamentadas, e, por incrível que pareça,
de certa forma, consigo entender a argumentação, e concordar parcialmente com as duas polarizações. 

Não se trata de ficar em cima de muro, apenas no caso de Mother! (ou mother!, como queiram) não estou conseguindo me colocar em nenhum desses polos.

Saturday, October 14, 2017

Paul McCartney One on One Tour: Live in Porto Alegre, Friday the 13th, October 2017

A huge crowd of virtually 50,000 Brazilian people enjoyed the most remarkable show on Earth.



 No other musician has a richer repertoire than Paul McCartney, and no other musician is such a showman.




 His band plays easily and they have a lot of fun doing their jobs. 



As for the technical details of the show, that is, sound, lights, fireworks, and, of course, the live transmission on the two enormous, high quality vertical screens, one of each side of the stage, well, it must be said that they are taken care by a technical crew whose members are no less than experts on their own métiers.




Every song provokes an incredible amount of emotions, all of them mixed and superposed.
Most of all, it is the happiness to be there, the epiphany for participating of such a wonderful moment. An impulse to dance (1985, Queenie Eye). A desire to sing along (Love me Do, Let it Be, Hey Jude, Yesterday). A sense of homecoming (A Hard Day's Night, Can Buy Me Love, And I Love Her, Live and Let Die). Or just a feeling of wonder (Something, We Can Work it Out, Blackbird, Here Today).



Dedications: Paul dedicated My Valentine to his wife, Nancy, who was at Beira-Rio Stadium.



Something was dedicated to his brother George Harrison.



Here, Today was dedicated to John Lennon.



Love me Do was dedicated to George Martin.

Other Wings highlights: Jet, Let me Roll it, Band on the Run




Very first songs:
Maybe I'm Amazed= the very first great success of his solo career.
In Spite of All the Danger= the very first recording of The Quarrymen, credited to McCartney and Harrison.




Medleys:
A Day in the Life + Give Peace a Chance
Golden Slumbers + Carry That Weight + The End



And two great surprises:
Helter Skelter
Sgt. Pepper Lonely Heart Club Band








Sunday, October 08, 2017

Os bravos morrem de pé

"Milhões de pessoas vivem em liberdade graças a eles."

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Na voz imortal de Gregory Peck (vide texto bônus ao final deste post), a frase que arremata Pork Chop Hill (1959, Os bravos morrem de pé), poderia ser traduzida assim: o heroísmo e a bravura das forças da ONU (em sua maioria, soldados dos EUA) que sobreviveram ou perderam a vida mantendo a posição na colina da Costeleta de Porco, 300 metros de altura e quilômetros de trincheiras, permitiu um armistício, senão ideal, ao menos o melhor possível na época, mantendo milhões de coreanos respirando ares mais livres.

O historiador J. M. Roberts dedica 3 parágrafos de sua obra de 952 páginas History of the World ao conflito que se convencionou chamar de Guerra da Coreia. As forças da ONU empurravam os coreanos para o norte e pareciam que sairiam vitoriosas. Foi quando a China interveio, apoiando os comunistas e complicando a situação. Os EUA agora temiam que a ação localizada se tornasse uma guerra de escopo global e nuclear, pois a China era apoiada pela URSS. 

"O armistício foi assinado em julho de 1953."

As ações militares representadas no filme de Lewis Milestone se passam em abril daquele ano, enquanto as negociações de paz estavam em compasso lento.

A disputa por espaço entre chineses e estadunidenses se concentrou na colina apelidada de Pork Chop Hill, dominada pela Easy Company, dos EUA. Os chineses recuperam a colina, e o tenente  Joe Clemons  (Gregory Peck), comandante da King Company, recebe a missão de retomá-la, com o auxílio da Love Company.

A ação noturna é belamente filmada em P&B, com os precisos e discretos movimentos de câmera de um especialista em guerra. Lewis Milestone recebeu o primeiro Oscar de Melhor Diretor por uma comédia, Dois cavaleiros árabes (1927). Mas a partir de seu segundo Oscar (Sem novidades no front, 1930), que retratava a 1ª Guerra Mundial, ficou claro que a guerra se tornaria um de seus principais temas. Nesse gênero, Milestone realizou Até o último homem, Um passeio ao sol e Mais forte que a vida, entre outros.             



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Em 1959, sua colaboração com Gregory Peck levou às telas a história real contada pelo general Samuel Marshall, que publicou o livro que inspirou o filme em 1956: Pork Chop Hill: The American Fighting Man in Action, Korea, Spring, 1953.

Entre um combate e outro, os chineses utilizavam-se do recurso de minar a confiança do inimigo, por meio de mensagens proferidas em inglês, em alto e bom som, por um sistema de alto-falantes instalado na colina. 

Grande sacada do roteirista James Webb (que em 1963 ganharia o Oscar de Melhor Roteiro por A conquista do Oeste) foi inserir, pouco antes do ataque final e maciço das tropas chinesas, uma cena em que o chinês ao microfone (Viraj Amonsin) sai do protocolo e começa a falar palavras que soam muito verdadeiras aos ouvidos dos soldados inimigos.

A cena se contrapõe perfeitamente com a sequência em que o líder chinês, nas negociações do armistício, ergue o olhar e retira o fone de ouvido, mostrando desinteresse em ouvir as alegações da outra parte.

Essa cena singela, mostrando a expressão dos soldados ao ouvir aquelas palavras sinceras, além de valorizar a qualidade do filme, representa uma esperança no mundo de hoje, a esperança de que a comunicação sincera prevaleça.


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Já se tornou praxe filmes de guerra recrutarem uma geração nova de atores que depois brilham nas telas nas décadas seguintes. Os bravos morrem de pé foi o filme de estreia de Martin Landau e alavancou a carreira de outros atores no começo de carreira, como Harry Dean Stanton e Woody Strode (grande atuação como Franklin, o soldado covarde, que depois é chamado aos brios pelo tenente).

Pela veracidade que transparece em seus fotogramas, Os bravos morrem de pé acaba sendo um libelo contra a estupidez das guerras, da estirpe de Gallipoli.

No fim das contas, as infantarias da China e dos EUA se dilaceravam na infernal colina, sem valor estratégico algum, enquanto a 100 km dali os comandantes de ambos os lados calma e impassivelmente negociavam o armistício. 
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Face às farpas publicamente trocadas em pleno 2017 pelos atuais líderes de duas das nações envolvidas naquele conflito, assistir a Os bravos morrem de pé acaba se tornando ainda mais relevante, não apenas do ponto de vista cinéfilo (sem dúvida, é um filme valioso e bem realizado), mas também para as pessoas que sentem a necessidade de entender um pouco melhor como as coisas chegaram neste ponto e o que a História pode nos ensinar sobre a insensatez das guerras.


Bônus:

Texto publicado em 2003, no endereço antigo deste blog, um dia após o falecimento de Gregory Peck

PODEROSA, NUA E IMORTAL

Em dezenas de filmes, foi a estrela principal. De envergadura imensa, amoldava-se, encaixava-se, incorporava-se com naturalidade a comédias e dramas, aventuras e guerras, suspenses e policiais. Cinéfilos a revisitam e sentem sua emoção, sua vibração, seu frêmito vital, sua energia pulsante; captam sua firmeza, segurança, paz e, ao mesmo tempo, sua debilidade, inconstância e dubiedade.
Ela supera a tecnologia. Toma conta do ambiente com a mesma eficiência e definição, tanto em 'home theathers' digitais, telas planas, DVD e dolby surround, como em velhas TV 20 polegadas acopladas a vi­deocassetes surrados. Sua aristocracia, classe e distância brilham na qualidade fria e estilosa dos primeiros, porém, sua beleza, desenvoltura e paixão melhor combinam com o calor e a simplicidade destes últimos.
Cinemas lotados através do globo emudeciam a cada manifestação sua, espectadores e espectadoras dominados pela sua presença encorpada, macia e ponderada; pausada, enigmática e clara; lí­mpida, aconchegante e rara; poderosa, nua e imortal. A voz de Gregory Peck permanecerá viva, ecoando nos ouvidos e corações dos cinéfilos.

Saturday, October 07, 2017

Deu a louca no mundo



It's a Mad Mad Mad Mad World (1963) comprova o pendor do diretor Stanley Kramer para escolher roteiros eficientes. Nada menos que cinco de seus filmes concorreram a Oscar de Melhor Roteiro, com três deles abiscoitando a cobiçada estatueta. (Mais detalhe no final deste post.)


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O roteiro de Deu a louca no mundo, assinado por William e Tania Rose, parte de uma premissa singela que origina uma das corridas mais malucas já vistas no cinema. Os tripulantes de quatro veículos param na rodovia após presenciar um carro perder o controle e capotar ribanceira abaixo. Moribundo, o imprudente motorista informa o grupo sobre 350 mil dólares escondidos num parque a horas de viagem dali. A pista: o tesouro estaria enterrado embaixo de um grande dáblio. 


Claro que este roteiro específico não concorreu ao Oscar. É uma espécie de sequência interminável de videocassetadas, uma atrás da outra, peripécias atrás de peripécias, essencialmente um road movie, uma espécie de volta às gags do cinema mudo, com muitas perseguições, barbeiragens, desastres, brigas, capotagens, situações inusitadas, outras nem tanto, em ritmo frenético e de tirar o fôlego.

Claro que há espaço também para o humor mais refinado, como no diálogo entre o americano e o britânico, cada qual procurando desmerecer a nação do outro.

O filme acabou entrando para a história das comédias por ter reunido um elenco fenomenal de talentosos humoristas. Para se ter uma ideia, Jerry Lewis aparece em uma cena de 10 segundos, é o cara que dirige o carro que atropela o chapéu do capitão Culpeper (Spencer Tracy).

Noutro rápido 'cameo', ninguém menos que os 3 Patetas aparecem na pele de três bombeiros aguardando o pouso de um avião desgovernado.
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O elenco, de acordo com a Variety: "Uma gama de cômicos de alta categoria foi recrutada pelo diretor Stanley Kramer, tornando este um dos elencos mais memoráveis e não ortodoxos já reunido no cinema. A competição cômica é tão aguçada que é impossível destacar qualquer um dos participantes. Todos têm uma atuação extraordinária."

A sequência final, em que uma escada magirus também é utilizada de modo bastante "não ortodoxo", exigiu também dos dublês e da parte técnica, numa espécie de número de circo, com direito até a(o dublê de) Spencer Tracy descendo numa tirolesa e se esborrachando numa pet shop.


Voltando à vaca fria, promessa é dívida.

Eis os cinco filmes de Stanley Kramer que concorreram ao Oscar de Melhor Roteiro (os 3 que ganharam são precedidos por um asterisco):

Melhor Roteiro Original:
*Acorrentados (The Defiant Ones, 1959, filme que consta na obra 1001 Filmes para ver antes de morrer)
*Adivinhe quem vem para jantar? (Guess Who's Coming to Dinner, 1968, escrito por William Rose, corroteirista de Deu a louca no mundo).


Melhor Roteiro Adaptado:
O vento será tua herança (Inherit the Wind, 1960)
*Julgamento em Nuremberg (Judgment at Nuremberg, 1962)
A nau dos insensatos (Ship of Fools, 1966)

THE BEATLES: 100 GREATEST SONGS

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Com introdução assinada por Elvis Costello, a Special Collectors Edition da Rolling Stone, lançada em 2013, traz um abrangente panorama sobre os bastidores envolvendo fatores como criação/gravação/contexto/inspiração para as 100 canções mais importantes dos Beatles, entre as 219 que eles gravaram.

Você sabia que...

YESTERDAY teve sua melodia supostamente composta durante um sonho de McCartney, e ficou um tempo sem letra definida, e Paul brincava cantando o primeiro verso assim: Scrambled eggs/ Oh, my baby, how I love your legs?

SOMETHING teve sua demo gravada por George Harrison no dia em que ele completou 26 anos e se tornaria a segunda música dos Beatles mais gravada por outros artistas, atrás apenas de Yesterday?

HEY JUDE, composta por McCartney para consolar Julian, o filho de John, que sofria com a separação dos pais, foi considerada por Lennon como uma das obras-primas de McCartney e por sugestão dele foi mantido o verso "The movement you need is on your shoulder", que Paul queria eliminar? Que um músico da orquestra, mesmo com a promessa de receber o dobro do cachê, retirou-se das gravações ao recusar-se "bater palmas" e entoar o coro daquela "bloody song", declarando que seu crachá do sindicato dizia que ele era um violinista? E que na hora de gravar a master take, ninguém percebeu que Ringo Starr estava no banheiro, mas como a bateria demora para começar, ele teve tempo de sair correndo e empunhar as baquetas na hora H?

A HARD DAY'S NIGHT foi escrita por Lennon em uma noite e as letras foram rabiscadas no verso do cartão de aniversário de seu filho Julian, que recém completara um ano?

ELEANOR RIGBY foi gravada com microfones individuais instalados nos instrumentos do quarteto de cordas, para capturar o som dos arcos golpeando as cordas com uma limpidez inédita em qualquer gravação prévia, seja de música clássica ou de rock'n'roll?

GOLDEN SLUMBERS/CARRY THAT WEIGHT/THE END fazem parte do Abbey Road Medley, que contém o único solo de bateria de Starr em toda a trajetória dos Beatles?

HERE, THERE AND EVERYWHERE foi influenciada pelo LP Pet Sounds do Beach Boys e Paul McCartney cantou em voz de falsetto, pensando em cantar como Marianne Faithfull?

CAN'T BUY ME LOVE tem versos que valorizam o romance em detrimento das coisas materiais, mas uma parcela de fãs surpreendentemente interpretou que a música era, na verdade, sobre uma prostituta?

WE CAN WORK IT OUT demorou 11 horas para ser gravada, o maior tempo de estúdio dedicado a uma faixa dos Beatles até aquela data (outubro de 1965)?

BLACKBIRD, segundo Paul, é uma metáfora para uma mulher negra e sobre o movimento dos direitos civis?

I'VE GOT A FEELING, do álbum Let it Be, de 1970, o último grande momento colaborativo da dupla Lennon/McCartney, fala de novos relacionamentos com uma ponta de remorso pela separação iminente da banda?

BACK IN THE USSR marcou uma briga de Paul com Ringo, que abandonou a banda por duas semanas, obrigando Paul a tocar a bateria durante as gravações?

LADY MADONNA é um tributo às matriarcas da classe operária, expressado por meio de imagens católico-irlandesas?

LOVE ME DO, por sugestões de George Martin, teve um solo de harmônica por Lennon e foi gravado com Ringo Starr "rebaixado" ao tamborim, tendo de entregar a bateria a um baterista de estúdio, fato pelo qual Starr, segundo George Martin comentou em meio a risos, "nunca me perdoou"?

AND I LOVE HER assumiu sua forma definitiva quando Starr decidiu tocar bongôs em vez de bateria?

LET IT BE não teve George Martin como produtor, dispensado por Lennon com a frase: "I don't want any of your production shit"?

A DAY IN THE LIFE, hoje considerada o ápice da carreira da banda, foi escrita por basicamente por Lennon (e o manuscrito, a propósito, foi arrematado por 1,2 milhão de dólares num leilão em 2010), à exceção do breve fragmento que começa com Woke up, fell out of bed (a parte mais "alegre" da música)?

THE FOOL ON THE HILL é uma das canções preferidas de Paul?

BEING FOR THE BENEFIT OF MR. KITE! é uma das canções preferidas de John?

Que todas as canções dos Beatles acima,
mencionadas em THE BEATLES: 100 GREATEST SONGS,
além de Birthday e Ob-la-di, Ob-la-da, 
estão no setlist da One on One Tour 2017?


Thursday, October 05, 2017

O porteiro da noite





Certos filmes marcam uma adolescência. A primeira vez que vi O porteiro da noite, fiquei fissurado nos olhos verdes, no rosto esquisito e no corpo esguio da atriz principal. Não gostei do filme por conter uma atriz que era “o meu tipo”; a atriz acabou me conquistando por estar em um filme que me chocou e surpreendeu numa intensidade poucas vezes alcançada.

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 Rever este filme é confirmar minhas primeiras impressões. A veracidade da cena em que o porteiro e a mulher se reconhecem só é possível nos melhores filmes.
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Um famoso maestro e sua esposa vão a  Viena, onde a orquestra irá se apresentar, e se hospedam em um hotel. Lucia fica transtornada. O porteiro do hotel (Dirk Bogarde) é o oficial nazista que a torturara durante a guerra. O reencontro levará ambos a relembrar uma relação com toques de sadismo, masoquismo e otras cositas más, que nem Freud explica. O maestro precisa continuar a turnê e deixa a esposa sozinha no hotel.

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O olhar da diretora Liliana Cavani é erótico, sensual e perturbador. A atitude de Lucia (Charlotte Rampling), arriscando a vida segura e feliz ao lado do talentoso marido, é mostrada sem emoções – a não ser as da própria personagem.
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Cena excitante e lírica é o flashback em que Lucia, o cabelo curto espicaçado, enfiada em calças e suspensórios, ostentando um despudorado topless, entoa e dança uma música em alemão, provocando os abobalhados oficiais nazistas.  
Inevitavelmente, um filme que toca em questões tão polêmicas suscitou reações tempestuosas e radicais na época. Uma parcela da crítica especializada estigmatizou o filme, incluindo o renomado Roger Ebert, que desceu a ripa no filme nesta resenha de 1975. No ano seguinte, a feminista Teresa de Lauretis defendeu a película de Cavani neste artigo do Film Quaterly
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De minha parte, prefiro acreditar no meu instinto de cinéfilo e nas palavras de Teresa de Lauretis, no artigo supracitado: "Não é a experiência de Lucia (sua vitimização, iniciação e posterior inquebrantável sujeição a seu opressor-Pai-amante) que serve como metáfora para a infâmia perpetrada pelos nazistas para com a humanidade, mas o nazismo e as atrocidades cometidas nos campos de concentração que são a moldura alegórica escolhida por Cavani para investigar a dialética da relação macho-fêmea em nossa sociedade pós-nazista e contemporânea".

Em tempo: não recomendo a ninguém assistir este filme. Pode ser que você odeie e, depois, fique me odiando. Apenas, postei aqui uma pequena parcela das sensações que ele me provocou. 
Algo no filme me atrai, será que é por que eu entendo, ou tento entender, a paixão dessas duas almas perdidas? O tipo de amor sobre qual Castelo Branco imortalizou num sucinto e eloquente título: Amor de perdição.


Francesco

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Com trilha sonora de Vangelis e Helena Bonham Carter no papel de Chiara, o filme de Liliana Cavani conta a história de São Francisco de Assis. Todos os episódios importantes da vida de Francesco são representados no filme, desde o seu tempo como prisioneiro na guerra entre Assis e Perugia. O pai dele, um rico comerciante de tecidos, paga o resgate e libera os presos. A partir daí, a italiana Liliana Cavani traça a trajetória mística de um jovem que desafia o pai, abre mão da riqueza para se tornar um ícone da humildade e da bondade.
O relacionamento dele com Chiara, a prima de um de seus seguidores, é retratado como emblemático em sua transformação. Depois, é ela que se converte e se torna membro da comunidade que vive além dos muros, junto aos leprosos, sem condições de higiene mínimas. Com seu carisma e suas palavras edificantes, Francesco arrebanha um grupo que se veste com simples túnicas com capuz, e, em pouco tempo, torna-se uma preocupação para a Igreja local. Um cardeal chama Francesco e o envia ao papa, dizendo que só o sumo pontífice pode dar (ou não) a benção para a congregação.
Francesco tem alguns seguidores muito fiéis, mas à medida que as coisas vão evoluindo, surgem vozes dissonantes no seio dos franciscanos. Essa parte interessante do filme relata a exigência dos seguidores por regras menos rígidas.
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Francesco, o filme realizado em 1989 por Liliana Cavani, a diretora de O porteiro da noite, tem algumas cenas bastante impactantes e eficientes. Entre elas, a que Francesco rola desnudo na neve para aplacar as tentações. O momento em que ele aparece com as chagas de Cristo. Etc.

A delicadeza das interpretações é o ponto alto do filme, com destaque para Mickey Rourke na pele de Francesco.

Para enriquecer este post sobre o filme assistido no dia de São Francisco de Assis, uma breve resenha de uma obra instrutiva e lúdica:

Querido Papa Francisco: o Papa responde às cartas de crianças do mundo todo

Uma bela publicação das Edições Loyola, traz a resposta do Papa a perguntas de crianças do mundo inteiro. Algumas curiosidades sobre a vida pessoal do Papa Francisco são reveladas, como a de quando criança ele queria ser açougueiro quando crescer.

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Thursday, September 28, 2017

First Blood


FIRST BLOOD
O primeiro beijo. A primeira noite. O primeiro post do primeiro blog. O primeiro livro. O primeiro longa-metragem. Na vida como no cinema, tudo é aprendizado. Nem sempre se acerta em cheio na primeira vez. 
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Muitas vezes, a inexperiência fica sendo a marca do primeiro passo. Noutras, apesar das limitações e do baixo orçamento, a estreia revela características que vão acompanhar a carreira do diretor. Humor, ironia, originalidade, ritmo, edição dinâmica, habilidade com os atores, simplicidade, exagero, fantasia, consciência social, enfim, fatores que vão moldar o estilo e o talento do realizador.
O caso de James Cameron é sui generis. Ninguém imaginaria, assistindo a seu primeiro filme, que 15 anos depois ele faria Titanic, exclamaria "Eu sou o Rei do Mundo!" na festa do Oscar e levaria para casa a estatueta de Melhor Diretor. Piranha 2 – Assassinas Voadoras (1982) é o trash mais trash que você vai achar na locadora. Lance Henriksen investiga piranhas aladas mutantes sedentas por jugulares humanas, num banho de sangue e peitos, digo, efeitos toscos. Para compensar, na segunda tentativa, Cameron fez, a custos relativamente baixos, um pequeno clássico da ficção cientí­fica: O Exterminador do Futuro.
O neozelandês Peter Jackson, da fabulosa trilogia O senhor dos anéis e da não menos estupenda trilogia O hobbit, também começou, vamos dizer assim, com o pé esquerdo. Bad Taste (1988), sobre uma estapafúrdia invasão alienígena, não é exatamente uma obra respeitável. O mocinho é atingido na cabeça, abrindo um buraco no crânio. Parte de sua massa encefálica escorre, ele junta e põe no lugar. E otras cositas más, como a risível casa que levanta voo. Com Braindead (Fome animal, 1992), Jackson leva às últimas consequências sua capacidade de surpreender as retinas e embrulhar o estômago do espectador. Muda o estilo, mostrando sinais de maturidade, em Almas Gêmeas (1994).

Voyage to the Planet of Prehistoric Women

Peter Bogdanovich, autor do clássico A última sessão de cinema (1971), orgulha-se de ter assinado um bom filme na estreia: o policial Na mira da morte (Target,1968). Na verdade, porém, Bogdnavich, escondido sob o pseudônimo de Derek Thomas, já havia cometido o esdrúxulo Voyage to the Planet of Prehistoric Women (68), em que astronautas descobrem em Vênus uma nova e bela raça de mulheres.
Sam Raimi, o responsável por blockbusters como Homem Aranha e suspenses irretocáveis como Um plano simples, foi, no início da carreira, um especialista em terror. O horripilante A morte do demônio (Evil Dead,1983) foi tão admirado que virou uma trilogia com Uma Noite Alucinante (Evil Dead 2) e Army of Darkness (1993) e consagrou o ator Bruce Campbell como o eterno anti-herói Ash.
O respeitado Francis Ford Coppola, de Apocalypse Now e da série O Poderoso Chefão, iniciou-se na arte da direção ainda estudante, com o patético Os amantes do nudismo (Tonight for Sure,1960), sobre dois homens, um que espia mulheres e outro que enxerga mulheres nuas em todos lugares.

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De outras vezes, a energia da estreia vem acompanhada de um roteiro interessante, resultando em pequenas gemas que vale a pena garimpar. O diretor de Feitiço da Lua, Norman Jewison, estreou com Vinte quilos de confusão (40 Pounds of Trouble, 1962), onde um gerente de hotel, assediado pela sobrinha do patrão e às voltas com uma menina de oito anos abandonada pelo pai, resolve levar ambas a Disneylândia. 
Resultado de imagem para 40 pounds of troubleAlan Pakula, do consagrado drama Todos os Homens do Presidente e do suspense Acima de Qualquer Suspeita, iniciou a carreira com o esplêndido Os anos verdes (The Sterile Cuckoo, 1969), onde um tímido aluno é assediado por uma mulher mais velha. Spike Lee começou, com Joe’s Bed-Stuy Barbershop: We Cut Head (1983), sua filmografia marcada pela consciência social. Jonathan Demme, vencedor do Oscar por O silêncio dos inocentes (1990), disse ao que veio logo no debut: Confissões íntimas de um presí­dio feminino (Caged Heat, 1974), em que uma mulher inocente é presa e explorada sexualmente na prisão, atingiu patamares de cult.

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Primeiros lançamentos podem se tornar cults instantâneos. Gosto de Sangue (Blood Simple, 1984), dos irmãos Coen, além de marcar o iní­cio de uma bela carreira, é uma memorável homenagem ao filme noir. Darren Aronofsky, o diretor do oní­rico Réquiem para um Sonho, estreou com o cerebral Pi, a história de um matemático e suas intrigantes descobertas. E o que dizer do surreal Eraserhead (1978), o primeirí­ssimo de David Lynch, o filme que todo cinéfilo gostaria de ver, mas ainda não viu? Cult dos cults, para mim, é outro filme difícil de conseguir, o primeiro de Peter Weir: The Cars that Ate Paris, feito na Austrália em 1974, retrata uma estranha cidade parasita que sobrevive economicamente provocando acidentes e vendendo as peças das sucatas. Resultado de imagem para the cars that ate paris theatre poster
Malfadada ou maravilhosa, grotesca ou séria, experimental ou linear, ambiciosa ou singela, cada estreia é sempre um marco. Mas o que vai definir o sucesso, em nossas vidas ou na carreira de um diretor, é a perseverança.

Mulher Maravilha

Resultado de imagem para wonder womanMaravilha de caráter.
Maravilhosa essência. 
Maravilhosamente pura.
Maravilha-me tanta coragem,
maravilha-me tanta força.
Maravilha de mulher.
Maravilhosa silhueta.
Maravilhosamente bela.
Maravilha-me tanta graça,
maravilha-me tanta leveza.
Maravilha de filme.
Maravilhosa história.
Maravilhosamente simples.
Robert Smith, me empresta um verso?
She's so wonderfully, wonderfully, wonderfully, wonderfully pretty!
Wonderful movie...
I wonder. Don't you wonder?
Resultado de imagem para wonder woman

FIRST CRUSH

GARBAGE 


FROM THE MOVIE 

"WILLIAM SHAKESPEARE'S ROMEO AND JULIET"

#1 CRUSH

I WOULD DIE FOR YOU
I WOULD DIE FOR YOU
I'VE BEEN DYING JUST TO FEEL YOU BY MY SIDE
TO KNOW THAT YOU'RE MINE

I WOULD CRY FOR YOU
I WOULD CRY FOR YOU
I WOULD WASH AWAY YOUR PAIN WITH ALL MY TEARS
AND DROWN YOUR FEAR

I WOULD PRAY FOR YOU
I WOULD PRAY FOR YOU
I WOULD SELL MY SOUL FOR SOMETHING 
                      [PURE & TRUE
SOMEONE LIKE YOU

SEE YOUR FACE EVERY PLACE
THAT I WALK IN
HEAR YOUR VOICE EVERY TIME
I'M TALKING

YOU WOULD BELIEVE IN ME
I COULD NEVER BE IGNORED

I WOULD BURN FOR YOU
FEEL PAIN FOR YOU
I WOULD TWIST A KNIFE AND BLEED MY 
                    [ACHING HEART
AND TEAR IT APART

I WOULD LIE FOR YOU
I COULD STEAL FOR YOU
I WOULD CRAWL ON MY HANDS AND KNEES UNTIL 
               [YOU SEE
YOU JUST LIKE ME

VIOLATE ALL THE LOVE THAT I'M MISSING
THROW AWAY ALL THE PAIN THAT I LIVE IN

YOU WOULD BELIEVE IN ME
I COULD NEVER BE IGNORED

I WOULD DIE FOR YOU
I WOULD KILL FOR YOU
I WOULD STEAL FOR YOU
I WOULD GIVE TIME FOR YOU
I WOULD WAKE FOR YOU
I'D MAKE ROOM FOR YOU

TO BE CLOSE TO YOU
TO BE PART OF YOU
'CAUSE I BELIEVE IN YOU
I BELIEVE IN YOU
I WOULD DIE FOR YOU


PRIMEIRA PAIXÃO

MORRERIA POR TI
DARIA A VIDA APENAS PARA TE SENTIR 
                    [AO MEU LADO
E SABER QUE ÉS MINHA

CHORARIA POR TI
LAVARIA TUA DOR COM TODAS AS MINHAS LÁGRIMAS
E AFOGARIA TEU MEDO

REZARIA POR TI
VENDERIA MINHA'LMA POR ALGO PURO E VERDADEIRO
COMO VOCÊ

VEJO TUA FACE EM TODO LUGAR QUE VOU
OUÇO TUA VOZ TODA VEZ QUE FALO

VOCÊ ACREDITARIA EM MIM
E NINGUÉM JAMAIS PODERIA ME IGNORAR

ARDERIA POR TI
SOFRERIA POR TI
TORCERIA UMA FACA E SANGRARIA MEU CORAÇÃO
ATÉ DESPEDAÇÁ-LO

MENTIRIA POR TI
ROUBARIA POR TI
RASTEJARIA A TEUS PÉS ATÉ VOCÊ VER

SOMOS IGUAIS

DEFLORE TODO O AMOR QUE ME FALTA
ACABE TODA A DOR QUE EU SINTO

VOCÊ ACREDITARIA EM MIM
E NINGUÉM JAMAIS PODERIA ME IGNORAR


MORRERIA POR TI
MATARIA POR TI
ROUBARIA POR TI
DARIA MEU TEMPO POR TI
ACORDARIA POR TI
DARIA ESPAÇO PRA TI

PARA FICAR PERTO DE TI
PARA SER PARTE DE TI

PORQUE ACREDITO EM TI.
ACREDITO EM TI.
MORRERIA POR TI.

tradução: Henrique Guerra