segunda-feira, agosto 24, 2026

O fim da rua


The End of Oak Street
, o quarto longa-metragem dirigido por David Robert Mitchell, 51, é uma guinada na carreira do diretor de filmes alternativos e de baixo orçamento. 

A gente já conhece o script: primeiro o cara tem que mostrar serviço em um low-budget movie, "chamar a atenção da indústria", confirmar nos próximos até se tornar "the next big thing". Desde a estreia com o intrigante O mito americano da festa do pijama (2010) até o introspectivo O mistério de Silver Lake (2018), passando pelo assustador A corrente do mal (2014), nada indicava que em 2026 ele "daria a volta por cima". É que agora por trás dele está ninguém menos que o produtor J. J. Abrams, então o sarrafo subiu, o orçamento aumentou e a direção de elenco ganhou carta branca.

Denise (a onipresente Anne Hathaway, que merece indicação ao Oscar por Penélope), escritora no porão, mas, para todos os efeitos, mãe de família - aliás, uma família em vias de dissolução - mora na Oak Street, em um bonito bairro residencial de uma cidadezinha qualquer dos EUA (sempre os EUA). Seu marido Greg (Ewan McGregor) é um bom sujeito, mas, aos olhos de Denise, parece sempre tomar a decisão errada ultimamente. A filha mais velha quer estudar Astronomia e o caçula, com seu inseparável arco e flecha, pedala com os amiguinhos de sua gangue. Tudo vai bem na superfície da rotina dessa típica família americana, até que no quintal de uma senhora, no fim da rua, nasce uma planta diferente.

A dona do quintal, supostamente a única leitora das páginas escritas por Denise, mostra à vizinha a estranha planta, que tira uma foto com a Polaroid. 

Bem, é nesse ponto em diante em geral que as resenhas começam a dar muitos spoilers, por isso, a minha resenha vai acabar aqui.

Na verdade eu não escrevo sobre filmes, escrevo sobre diretores, e já pesquisei sobre o Mitchell, já dei ao leitor "a capivara" dele, e só vou acrescentar uma coisa: ainda bem que fui ao cinema assistir a O fim da rua, porque é meu prazer de cinéfilo estar por dentro e conhecer os talentos emergentes da indústria.

A julgar pelo que entregou até aqui, é só o começo de uma carreira pouco prolífica, mas que resultou em uma filmografia consistente e variada em gêneros.

Entrou no meu radar.  





Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário é bem-vindo!