
Na refilmagem do clássico de 1969 – dirigido por Henry Hathaway e estrelado por John Wayne como Rooster Cogburn (no papel que lhe rendeu o Oscar), Dennis Hopper (no papel do rapaz que tem os dedos atorados na cabana) e Robert Duvall (como Lucky Ned, o chefe dos bandidos) –, os irmãos Coen realizaram um filme discreto, cujo roteiro apresenta poucas inovações em relação ao primeiro, mas ao mesmo tempo significativo e anos-luz distante da banalidade (vide O turista) que grassa nas telonas hoje em dia.

A história, baseada na obra de Charles Portis, nos remete aos fins da década de 1870 e à cidade de Fort Smith, Arkansas, na fronteira do território indígena. A impressionante Hailee Stenfield vive Mattie, a menina que chega à cidade para providenciar a remoção do corpo do pai, assassinado por Tom Chaney (Josh Brolin). Obstinada e exímia negociante, a menina levanta dinheiro e contrata o mais destemido marshall da região, Rooster Cogburn (Jeff Bridges) para ajudá-la a seguir o rastro de Chaney e levá-lo à justiça. Um ranger do Texas chamado LaBoeuf (Matt Damon) também participa da caçada. Completa o elenco um transfigurado Barry Pepper (de O resgate do soldado Ryan), que encarna Lucky Ned, papel vivido por Robert Duvall no filme de 1969.
Não se trata de um faroe

Cenas singelas como a da travessia do rio têm o mesmo impacto que as cenas de enfrentamento. Com fotografia cuidadosa, figurino detalhista, elenco afiado e direção invisível, Bravura indômita honra a tradição dos faroestes.
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