Lista dos posts mais populares deste blog
(entre parênteses o número de visualizações até a presente data)
Você vai conhecer o homem de seus sonhos (+1000);
http://olharcinefilo.blogspot.com.br/2010/11/voce-vai-conhecer-o-homem-de-seus.html
Spielberg: Shallow or Substantial? (824);
http://olharcinefilo.blogspot.com.br/2012/01/shallow-or-substantial-spielbergs.html
Serpentes a bordo (666);
http://olharcinefilo.blogspot.com.br/2006/10/serpentes-bordo.html
Dos quadrinhos para as telas (660);
http://olharcinefilo.blogspot.com.br/2011/08/dos-quadrinhos-para-as-telas.html
Morus nigra (648);
http://olharcinefilo.blogspot.com.br/2012/09/morus-nigra.html
David Lean's British Literature (466);
http://olharcinefilo.blogspot.com.br/2013/02/david-leans-british-literature.html
Molina's Ferozz (422);
http://olharcinefilo.blogspot.com.br/2011/07/molinas-ferozz-wild-red-riding-hood.html
Daisy Miller (375);
http://olharcinefilo.blogspot.com.br/2010/11/daisy-miller.html
Mangue negro (362);
http://olharcinefilo.blogspot.com.br/2008/08/mangue-negro.html
Horror gráfico sexual (357);
http://olharcinefilo.blogspot.com.br/2011/07/horror-grafico-sexual.html
Dentro da casa (310);
http://olharcinefilo.blogspot.com.br/2013/06/dentro-da-casa.html
Dos quadrinhos para as telas: Sin City (294);
http://olharcinefilo.blogspot.com.br/2011/08/dos-quadrinhos-para-as-telas-sin-city.html
A Serbian Film (247);
http://olharcinefilo.blogspot.com.br/2011/07/serbian-film-terror-sem-limites.html
David Lynch (230);
http://olharcinefilo.blogspot.com.br/2011/08/masters-of-cinema-david-lynch.html
Piranha 3-D (197);
http://olharcinefilo.blogspot.com.br/2010/10/piranha-3-d.html
Senha 1 para Eraserhead (196);
http://olharcinefilo.blogspot.com.br/2011/08/senha-1-para-eraserhead.html
O Romance da Inglaterra (193);
http://olharcinefilo.blogspot.com.br/2006/08/o-romance-da-inglaterra.html
Tommy & Tuppence: sempre aventureiros (186);
http://olharcinefilo.blogspot.com.br/2010/02/tommy-tuppence-sempre-aventureiros.html
terça-feira, dezembro 02, 2014
domingo, julho 20, 2014
12 anos de escravidão
Os incautos devem pensar que a Academia "mudou o perfil" e, de uns anos para cá (leia-se, a partir de Crash) tem premiado filmes de produtoras menores, mais "artísticos" e menos "comerciais". Essa é a percepção de quem não tem conhecimento da história do Oscar, o mais importante prêmio do cinema mundial. Afinal, SEMPRE a Academia premiou filmes independentemente de seu orçamento, SEMPRE a Academia chamou a atenção para filmes que valem a pena serem vistos, SEMPRE a Academia serviu ao público de baliza do melhor que se faz do cinema num ano, numa década. E 12 anos de escravidão só confirma a tradição da Academia em acertar em cheio. O filme de Steve Mcqueen abiscoitou três Oscars: Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Atriz Coadjuvante. O roteiro bem alinhavado de John Ridley baseia-se no livro 12 years a slave, narrativa verídica publicada em 1853, e conta a assustadora situação de Solomon Northrup (Chiwetel Ejiofor), violinista nova-iorquino que é raptado e vendido para trabalhar como escravo nas fazendas de algodão, no sul dos EUA. De fazenda em fazenda, Solomon vivencia vários dramas e conhece a realidade de outros escravos, como a tímida Patsey (Lupita Nyong'o), assediada pelo fazendeiro Edwin Epps (Michael Fassbender, indicado para o Oscar de coadjuvante). A saga de Solomon é contada com um supremo cuidado com todos os detalhes, desde o figurino até a maquiagem, e, é claro, a fotografia e a direção. Com um elenco de apoio bastante expressivo (Paul Dano, Sarah Paulson, Paul Giamatti, Benedict Cumberbatch e Brad Pitt, entre outros), 12 anos de escravidão mostra com uma fotografia deslumbrante a contundente beleza das paisagens sulistas, contrastando ainda mais com os horrores humanos que ali aconteceram. Nos extras, o diretor Steve Mcqueen explica como concebeu e foi realizada a cena do açoite de Patsey, uma das mais impactantes do filme. E também o ator Chiwetel Ejiofor lê trechos do livro, permeados com cenas e depoimentos dos atores e profissionais que participaram da produção.
Olho nu
Oslo, 31 de agosto
Getúlio
sábado, abril 05, 2014
Trem noturno para Lisboa
Certos filmes ficam na cabeça da gente.
Por duas semanas a fio, ruminei as belas e pausadas cenas do filme de Bille August.
O cineasta dinamarquês venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e a Palma de Ouro em Cannes com Pelle, o conquistador, em 1988. Em 1992, levou de novo a Palma de Ouro com As melhores intenções.
Ruminei as belas e pausadas cenas na tentativa de descobrir o tema principal da obra, adaptada do livro homônimo de Pascal Mercier. Após muito meditar, cheguei à conclusão: o encontro de almas gêmeas.
Em Trem noturno para Lisboa, um professor suíço, Raimond Gregorius, impede o suicídio de uma misteriosa moça prestes a se jogar de uma ponte, em Berna. Transtornada, a moça o acompanha até o colégio onde o professor leciona e é convidada a assistir à aula. O professor pendura o trench coat vermelho da moça no cabideiro. Súbito ela se retira da sala, deixando para trás o trench coat, e, no bolso, o livreto de um autor português: Amadeo Garcia. Intrigado, o professor leva o pequeno volume a um livreiro amigo seu. Ele conta que vendeu um livro a uma moça que vestia um casaco vermelho. Ao folhear o livro, uma passagem noturna para Lisboa cai do meio das páginas. Esse é apenas o começo de uma saga que levará o ensimesmado professor a abandonar sua rotina de décadas e partir em uma incessante busca para desvendar o mistério por trás da moça quase suicida e do autor português. Com um olhar sobre o período da história portuguesa que antecedeu a Revolução dos Cravos, alguém poderia ressaltar que Trem noturno para Lisboa na verdade é um filme sobre tortura, repressão, resistência e política.

Por outro lado, as personagens vão formando vínculos invisíveis, mas intensos, que explicam suas às vezes desesperadas atitudes. O vínculo intelectual do professor com as palavras escritas por Amadeo Garcia. O vínculo obsessivo entre irmã e irmão. O vínculo entre dois amigos do peito. O vínculo entre uma mulher atraente e o melhor amigo do namorado. Por fim, o vínculo entre um professor divorciado e uma oftalmologista. Com brilhantes atuações do inglês Jeremy Irons, na pele do professor; da alemã Martina Gedeck (como Mariana, a oftalmologista); da eterna musa britânica Charlotte Rampling (como a irmã de Amadeo); de Christopher Lee, como o padre; da sueca Lena Olin, como a Stefânia madura; e de um bom elenco de jovens atores inclusive portugueses, Trem noturno para Lisboa é um filme delicado sobre o encontro de almas – às vezes, inusitadamente - gêmeas.
quinta-feira, janeiro 23, 2014
Argo
Argo recria, com elogiável distanciamento, um importante episódio histórico: a invasão da Embaixada dos EUA no Irã por uma feroz facção de manifestantes que fez 52 reféns, a fuga de fininho de seis funcionários, o refúgio clandestino na residência do embaixador canadense e, por fim, a exfiltração de Teerã forjando a produção falsa de um filme de ficção fake (aff, quanto "f" nesta frase, não é Ben Affleck?). A operação no mínimo ousada e corajosa foi levada a cabo pelo agente da CIA Tony Mendez. Claro que o roteiro embeleza um pouquinho e acrescenta e omite. Mas o maior mérito de Argo é não ser maniqueísta. Chama a atenção para o jogo político, para como as decisões de Relações Exteriores afetam o país e como a pressão da mídia afeta as decisões das cúpulas. Dirigido por Ben Affleck, que também interpreta o protagonista, Argo revela uma incomensurável paixão pelo cinema, mas essa paixão não ofusca nem cega: pelo contrário, serve como ponto de partida e como fonte de comentários ácidos e irônicos sobre a indústria cinematográfica. O filme vencedor do Oscar não tem nada de extraordinário, mas é um filme honesto, bem realizado e cuidadoso com os detalhes.
sábado, janeiro 04, 2014
Minhocas
Assinar:
Comentários (Atom)


